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Há diversas partes em casar que você acha que vão ser o máximo. Mas que podem acabar virando um pouquinho chatas. Lista de casamento é uma delas.

Eu fiz duas listas de casamento: FastShop e Camicado.

Na primeira, Fastshop, fui com o maridão. Fomos com o intuito de escolher o que realmente queríamos em nosso apartamento e com este pequeno porém, demoramos quase 5 horas para fazer a nossa lista. Escolhemos a torradeira que gostávamos, a geladeira, medimos 3 vezes a geladeira para ver se cabia no “buraco” que tínhamos na cozinha (escolhemos, ganhamos e não coube), fogão, microondas, televisão, telefone, dock de ipod, despertador, porta-retrato digital e por aí vai.

A Fastshop é o paraíso eletro-eletrônico quando você está montando a sua casa. O único defeito é que você tem que anotar, na mão, referência de produto por produto. O lado muito legal da Fastshop é que você coloca mil coisas e, conforme as pessoas vão comprando, a sua lista vira uma “conta-corrente”. Você pode querer tudo exatamente como pediu e ganhou, ou juntar todo o dinheiro e começar tudo do zero e escolher outras coisas.

No Camicado fiquei insegura que eu não consegueria escolher tudo o que eu realmente precisava e minha super-sogra foi junto comigo. Eu tinha uma lista prévia, minha sogra sabia de mais mil coisas que precisávamos e uma moça “rodou” a loja com a gente, com aquela maquininha que lê códigos de barra, montando a lista. Escolhemos tudo: faqueiro, panelas, petisqueiras, vasos, centros de mesa, castiçais, etc. O único defeito é que não pudemos dar uma segunda volta pela loja. A atendente falou: “Montamos a lista em uma rodada pela loja só. A senhora deveria ter visto da primeira vez”. Ainda assim, dei mais uma volta e coloquei mais duas ou três coisinhas. Ah. E o Camicado troca só 30% dos seus presentes e não todos.

Durante os meses que antecederam meu casamento as lojas mandam emails falando dos presentes que você ganhou e eu ficava monitorando para incluir mais coisas para que todo mundo tivesse opção. E ficava vendo também o que tinha sido repetido (pra já saber o que eu precisaria trocar).

O mais legal das duas listas é abrir os presentes (ou emails, no caso da Fastshop) e ler os recadinhos dos convidados.

Ok. A parte legal acaba por aqui. Você casou, ganhou um monte de presentes, viajou e aí começa a parte chata das listas de casamento: as trocas. Você chega super cansado da lua-de-mel, começa uma vida nova, novinha em folha e seu apartamento não tem nada. Zero eletrodomésticos e eletrônicos e um monte de caixas da Camicado.

Explico:

Na Fastshop você precisa ir um dia para escolher tudo o que você realmente vai querer. Se tiver estoque você retira na hora, se não tiver eles entregam. Resumo: tínhamos nos adiantado e mandado entregar os eletrodomésticos básicos (geladeira, fogão, lava-louças e máquina de lavar roupas), mas não tínhamos nada do dia-a-dia. Aquelas 5 horas do dia de montar a lista foram repetidas, mas desta vez para decidir o que realmente levaríamos, o que realmente precisávamos e onde iríamos colocar as coisas. Depois de tudo decidido, pega tudo que tinha em estoque, coloca no carro, vai pra casa e vive no meio das caixas por alguns dias…

No Camicado eles entregam tudo com data marcada (a nossa foi na segunda feira pós lua-de-mel) e o seu apartamento fica abarrotado de tanta caixa. Você tem que abrir uma por uma, ver o que veio ok, o que veio quebrado e o que veio repetido. E o principal: ver se você vai ter lugar pra guardar tudo o que ganhou. Aí você marca um horário para fazer a troca.

Eu consegui trocar tudo o que eu queria mas foi num esquema meio “1, 2, 3 e Valendo!!!”: eu levei tudo que eu queria trocar, o atendente conferiu e me passou qual o valor que eu tinha para gastar. Pois bem: tinha 1 hora pra gastar toda aquela grana sem ter noção de onde começar. Peguei o carrinho e saí correndo pela loja feito uma louca com a calculadora na mão. Levei até edredon pra casa! 🙂

Neste meio tempo posso falar que morei 15 ou 20 dias em uma zona completa. O quartinho de TV era intransitável. Tinha 4 caixas da Camicado (são caixas grandes, com outras caixas dentro) e caixas e caixas de coisas da Fastshop. Posso dizer que minha vida de casada, com a casa em ordem, como é o sonho de todo mundo começou 1 mês e meio depois do casamento (contando o período de lua-de-mel e das listas de casamento).  Demorou mas valeu à pena!

Seus primeiros 15 ou 20 dias de casada, você imagina aquela coisa romântica, né? Não. Agora você já sabe!

Obs: Fica aqui o agradecimento prévio a todos os amigos e familiares que deram seus presentitos e a gente não conseguiu agradecer até hoje. Calma! Os cartões virão – Quem sabe no aniversário de 1 ano de casados. Ehehehehe!

Eu sempre morei em casa. Todos os meus 27 anos eu só me lembro de como é morar em casa.

Quando decidimos casar decidimos morar em SP e obviamente mudamos para um apartamento. Foi uma mudança grande mas pra mim as principais diferenças estão em: ter que chegar em casa e manobrar direitinho, pros vizinhos não acharem que você é braço e pra não tirar lasquinha do carro, pegar elevador pra chegar em “casa” (pra mim sempre foi um caminho até a porta e pronto) e os porteiros.

E nesta última diferença temos o tema deste post. Porteiros são pessoas cruciais no seu dia-a-dia se você mora em prédio. Eles te ajudam a deixar o moço da manutenção da máquina de lavar vir fora do horário permitido pelo prédio, te deixam usar duas vagas da garagem em emergências (ou nem tanto) quando você só tem uma vaga e propiciam momentos de interação engraçados.

Um dos porteiros do meu prédio é super prestativo. Me ajuda todos os dias quando chego com compras, segura o elevador e aposta caixas de cerveja sobre jogos de futebol com o maridão. Mas pra mim o melhor approach são os convites.

Todas as contas que chegam para nós ele entrega falando que os convites chegaram.

Eu não entendi a primeira vez porque nem tinha visto os envlopes, e ele explicou: “É um convite, Dona Ana. Convite a pagar a conta. Se não aceitar o convite já sabe, né?” 😉

Eu não entendia como fazer uma coisa tão simples quanto arroz poderia ser complicado até decidir casar.

Dias antes do casamento, em um almoço de domingo na casa da minha sogra fomos aprender como fazer arroz. Ela explicou o passo a passo, eu e maridão obervando tudinho e “entendendo”.

Pois bem. Casamos, mudamos, fizemos mercado. Eis que chegou o dia do primeiro arroz. E do segundo, e do terceiro e do quarto.

O primeiro arroz ficou praticamente uma sopa, refletindo a minha ansiedade em tirá-lo do fogo para ver se estava bom. Obviamente neste dia eu já não lembrava mais nenhum passo do “how to do” que a minha sogra nos passou.

No segundo dia eu me contive um pouco mais e deixei ele mais um pouquinho no fogo. Ficou médio, posso dizer. Tinha alguma coisa estranha, mas que eu preferi não refletir a respeito.

O terceiro arroz ficou perfeito. Sequinho, cozido, soltinho, sem ficar muito papa no fundo, exceto por um pequeno detalhe: o sal. Eu fiz o arroz toda concentrada para acertar e esqueci de por a merda do sal. Como tenho um marido muito compreensivo e necessitado de sal no arroz, ele falou que estava ótimo e tascou sal no arroz. (Nota: sem sal ficava literalmente incomível).

No quarto arroz da vida de casado eu me dediquei: lembrei de tudo que eu tinha feito até então no arroz número 3, obviamente pegando o sal em primeiro de tudo. Põe água para ferver na chaleira, põe oléo na panela, coloca o alho picadinho, deixa dar uma fritadinha. Fritou? Coloca o arroz, mexe bem até sumir um pouco do brilho do óleo. Quando estiver “fritadinho”, completa com água fervendo, mexe bem e coloca o sal.

Como este tinha sido o meu erro no arroz anterior, me dediquei. Coloquei sal, experimentei, coloquei mais sal. Quando a água estava secando furei o arroz com o cabo da colher de pau, vi se tinha água no fundo, se estava sequinho e ele estava PERFEITO!!!!

“Maridão!!! Tá na mesa” (Os acompanhamentos estavam sendo feitos paralelamente, pois sou uma cozinheira multitarefas, viu?)

Ele admirou meu arroz. Se serviu com gosto. Arroz, brócolis e peito de frango.

Eis quando ele deu a fatídica primeira garfada. Para falar a verdade os dois deram a primeira garfada juntos. Eu, como cozinheira, me contive e perguntei o que ele tinha achado.

A resposta veio com gargalhadas (minhas e dele). Eu me dediquei tanto, mas tanto, que tinha mais sal do que arroz na panela. No medo de errar de novo acabei estrapolando horroooores no sal. Esqueci daquela provadinha básica que todo mundo dá na água que está cozinhando o arroz.

Apesar do sal com arroz, comemos muito bem. E tomamos também uma garrafa de 1,5 litros de Coca Cola no jantar.

Aprendi a lição. Do quinto arroz em diante o sal está sempre por perto e a primeira coisa que eu faço é experimentar o arroz. 🙂

O primeiro jantar com visitas em casa é uma delas.

Chegamos da lua de mel no sábado e na sexta seguinte já tínhamos convidado dois casais amigos e padrinhos para irem em casa. Com toda a inexperiência culinária de recém-casados e até pela praticidade de um primeiro jantar em casa, decidimos pedir pizza.

O problema é que tínhamos acabado de mudar pra região e não conhecíamos NENHUMA pizzaria. O Maridão pegou alguns cardápios na agência em que trabalhava e levou pra casa.

Escolhemos todos juntos o que parecia ser mais bonitinho, escolhemos os sabores e fizemos o pedido.

Só esquecemos do fato que aquela era uma pizza “de agência”. Quem trabalha em agência ou costuma virar noites no trabalho, sabe qual o tipo de pizza que eu estou falando: Borda dura, mozzarella extra oleosa, meia dúzia de azeitonas com mais caroço do que azeitona. Além disso, a pizza já chegou fria e dura. Um fiasco total.

Lembre que seu marido pode estar certo na maioria das vezes, principalmente quando ele fala pra você passar protetor solar e você insiste que é besteira. Ele tem 99% de chances de estar certíssimo e você tem 99% de chances de virar um camarão.

Eu nunca fui muito a favor de noivar. Quem me conhece sabe. Por isso, quando encontramos nosso apartamento decidimos a data do casamento e pronto!

Mas tem coisa que toda noiva tem que passar. Eu sou uma pessoa super decidida, por isso não foi difícil escolher o vestido. Foi o mais fácil e o primeiro item do meu “to do” a ser riscado. Mas tem coisas que são bem difíceis de se achar, e maquiador é uma delas.

Isso porque, obviamente, eu preciso ser diferente do mundo inteiro e ODIAR dia da noiva. Queria meu dia da noiva em casa, com a minha família, minha gata e minha cachorra. Em que salão as duas iam poder entrar????

Mas aí, na busca pelo maquiador, começou minha primeira aventura de “Bride to be”.

Eu tinha ido num casamento há pouco tempo e ele tinha sido super bem recomendado. Segundo a pessoa era baratinho* e, quando você está casando, ser baratinho não é bom. É MUITO bom!

Lá fui eu. Marquei com uma super amiga-madrinha para me acompanhar. Era um bate papo para conhecer o estúdio dele e entender como funcionava. Era como fazer uma “entrevista” com um maquiador, pra conversar, falar como eu queria o meu look,  pra conhecer o trabalho e ver os pacotes.

Papo vai papo vem e ele começou a mexer no meu cabelo sem eu nem perceber. 10 minutos se passaram e eu estava maquiada – aquele olho preto, esfumaçado lindo, cabelos ondulados e presos mas ainda não estava próximo do que eu queria. Ele olhou bem e falou: é mais ou menos isso o que a gente pode fazer no dia do seu casamento.

Eu gostei e me interessei, achei que o moço tinha potenncial. E aí veio a hora chata da coisa: “Fulano, e aí? Como podemos fazer para a prova e o dia do casamento? Quais são os preços?”

Ele, muito pomposo me explicou os preços:”Ah. Maquiagem e cabelo da noiva: R$1.200,00, Maquiagem da mãe e madrinhas: R$500,00…”

(Neste momento eu me questionava internamente sobre a prova. Toda noiva quer prova…Tá no pacote. E aquilo pra mim até então tinha sido um rascunho e não uma prova)

E pra completar a frase ele solta: “….E esta prova, que acabamos de fazer, sai por R$300”

WTF???? Ele fez uma prova e esqueceu de avisar só a parte financeira afetada pela coisa??? Eu fiquei bege, não sabia o que falar. Na verdade não tinha nem por onde começar. Não tinha argumento, afinal eu estava com o cabelo quase de capa de NOVA e completamente maquiada – mas mal e porcamente para ser uma prova do dia do meu casamento!

Fiquei chocada, saquei o checão e paguei o moço/a. Não tive coragem de peitar a cara-de-pau dele.

De lá fomos, como havíamos combinado, na Dona Redonda (Pizzaria delícia de moema/vila olímpia).Acho que devo ter sido a única pessoa na face da terra a gastar tanto dinheiro assim pra se arrumar e ir comer pizza….

* ser baratinho quando você fala em casamento é sempre em centenas. O “10 real” vira “mil real” em menos de um mês e você nem percebe.

Todo o casamento envolve uma preparação. Seja ele uma festa simples para amigos íntimos e família (que muitas vezes pode ser muito grande), seja ele uma festa grandiosa.

Durante anos e anos de namoro você mora com os seus pais. Tem casa, comida e roupa lavada. Tem computador, Internet e TV à cabo. Tem gato, cachorro e papagaio.
Durante estes anos, o seu grande sonho é poder morar junto da pessoa que você ama. Casar e construir uma família: a sua família. Com direito a tudo o que aprendemos com os nossos pais: carinho, respeito, amor, sinceridade, fidelidade, etc… E realmente é isso o que acontece.
Quando a decisão finalmente é tomada, você percebe que o que era para ser um conto de fadas vira uma “To Do List” sem fim:

– Vestido (o mais importante para toda noiva)
– Dia da Noiva
– Decoração e Buffet
– Convidados
– Lembrancinhas
– Foto e Filmagem
– Lua de Mel
– Comprar dólares
– Onde vou morar? Precisa reformar?
– Fazer a mudança

Fornecedores, fornecedores e mais fornecedores. A lista é sem fim e proporcional ao stress pré-casamento. Mas nada do que você passa nos preparativos para o seu casamento, te prepara para o que você terá que enfrentar depois da festa e da lua de mel.

A Vida de Casada é impagável – literalmente. A cada dia uma nova descoberta, a cada dia um pouquinho mais que vc sabe sobre o seu companheiro e a cada dia momentos que fazem você ver que tudo valeu à pena. Todo o stress, todo o nervoso e toda a ansiedade se pagam com momentos simples, que enquanto você morava com os seus pais você não sabia que existiriam, você não imaginava que ia passar e na verdade você não tinha com que se preocupar.

Desde uma panela de arroz com muito mais sal do que arroz até arremessar o tubo de creme dental pela janela sem perceber. A vida de casada é impagável.

E é por isso que eu decidi começar este blog. Porque eu amo meu marido, porque eu amo estar casada e porque cada dia desta nova vida é uma aventura.

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

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