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Até eu me casar eu adorava fazer mercado. Ia de vez em quando, dava uma olhadinha na seção de utilidades domésticas, comprava uma coisinha aqui e outra ali pro meu enxoval, comprava o que a Mamuska tinha pedido e saia feliz da vida.

Minha mãe, vulgo Mamuska,  que despertou este “gosto”…. o apelido dela em casa é “Meyre Mercado” – ela não pode ver um caixa que pega o carrinho, faz compritchas e entra logo na fila. 🙂

Desde que casei, segundo o maridão, eu virei a “Aninha Mercado”. (Sabe como é: filha de peixe, peixinha é!) Fato é que todo dia acaba algo em casa e você precisa daquilo pra viver. Sabonete, papel higiênico, sabão em pó, amaciante, alface, cerveja, carne e detergente.

E quando casei a parte legal de ir no mercado pra mim (que era fuçar, comprar coisinhas pra minha casinha que eu ainda não sabia como ia ser e ver as coisinhas novas) acabou. Hoje em dia é uma tortura!

Primeiro porque você gasta muuuuuuuito dinheiro, segundo porque quando você vai comprar produtos de limpeza você gasta muuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais, terceiro porque é obrigação. Se você não for, ou você fica sem o que  precisa ou não lava a roupa ou a louça ou não tem jantar ou cerveja pro maridão.

Ando com um caderninho na bolsa e vou anotando tudo que eu preciso. Pelo menos uma vez por semana vou ao mercado. Não sou adepta da compra de mês…Pra mim não rola. Não tem jeito!

Já passei por experiências traumáticas no Extra do Jaguaré ou do Itaim, tendo que esperar uma senhora de uns 70 anos passar os 3 peixes gigantes e descongelando e 5 kilos de maçã que ela comprou na maior lerdeza do mundo, ou pegar uma compra de mês de uma família na minha frente que fez questão de pagar a compra toda (mais de R$200,00) de $50 em $50, cada vez em um cartão de crédito diferente.

Já tive a fase do desespero de recém casada de “o que vou fazer hoje quando as visitas forem em casa?’ e sair correndo pro mercado quando as visitas acabaram de chegar, já fugi na hora do almoço pra comprar coisas mega urgentes que eu nem precisava tanto assim, já tive a fase “luxo” de recém casada de fazer o Pão de Açucar online, mas desisti porque nunca tem tudo o que a gente precisa.

Acho que agora eu entrei no modo “avançado” de dona de casa. Não consigo mais pensar em ter que sair correndo por causa do amaciante ou do detergente – estou comprando tudo adiantado e em muitas unidades. Meu radar está ligado na despensa e no consumo da nossa diartista. Vejo um potinho com 1/4 usado e já anoto na lista, pra garantir que até me dar vontade ou eu ter chance de ir no mercado de novo este produto não vai acabar. Abro um snack ou salgadinho e já compro outro na próxima vez que eu for ao mercado.

Resultado? Acho que a minha despensa e meu freezer estão mais recheados do rocambole de vó. Produtos de limpeza caindo toda vez que abro o armário de limpeza, diversos salgadinhos e snacks estocados e carne e vegetais congelados pra dar e vender.

A única coisa que eu nunca vou conseguir estocar o suficiente é a cervejinha do maridão… 🙂

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No dia do meu casamento!!!

Eu já falei do meu dia da noiva aqui, mas o que eu não falei foi que no dia do meu casamento o meu pai sumiu.

Eu estava lá, toda nervosa, me arrumando para casar e precisava (entenda que no dia da noiva, você pode precisar o que você quiser) de pães de queijo. Isso porque na aula de noivos o padre tinha falado que uma das causas mais comuns dos noivos passarem mal no altar era por não terem comido nada e eu não queria passar mal…portanto, precisava dos pães de queijo.

Sendo assim, pedi para o papito ir até a padaria perto de casa para comprar pães de queijo pra mim. Queria comer antes de comceçar a me maquiar para poder escovar os dentes…O problema é que ele sumiu!

Acho que passaram umas duas horas até ele voltar pra casa e neste meio tempo meu irmão estava vindo nos encontrar. Ele passou na padaria e comprou meus pães de queijo.

Meu pai apareceu uma hora depois com alguma desculpa esfarrapada de quem tinha ido resolver alguma coisa muito importante. Note que uma coisa muito importante no dia do casamento da sua filha era meio que estranho…Há algo mais importante (e desesperador) para um pai do que sua única filha mulher casando???

A esta altura eu já tinha comido todos os pães de queijo, escovado os dentes, me maquiado, e estava quase indo me vestir. Ele se vestiu rapidinho e fomos pra igreja.

Com todo o corre corre de casamentos, nem lembrei de contar pro então recém-marido o que tinha acontecido e aproveitamos a festa.

Quando chegamos em casa depois da festa* eu descobri o que ele tinha tramado a tarde toda:

Nosso apartamento estava todo decorado com pétalas de rosas na sala e na cama, uma caixa linda de trufas de chocolate e um champagne geladinho na geladeira, esperando por nós. Além disso, toalhinhas bordadas lindas e recadinhos desejando muitas felicidades para nós…Desmanchamos na hora!

O sumiço deixou a noiva desesperada, com fome e brava, mas valeu à pena!

Thanks, Papito e Mamuska!

* Nossa noite de núpcias foi em casa. Depois de 6 meses de reforma do apartamento, quando ele estava finalmente prontinho e esperando por nós, tudo o que mais queríamos era passar nossa primeira noite de casados na nossa casinha e não em um hotel. Com o toque especial que recebemos de surpresa, não faltou nadinha!!!

Que eu sou meio esquecida já é sabido. Mas que eu fiquei mais esquecida depois que casei é novidade (tanto pra mim quanto pro maridão).

São mil coisas pra fazer, pra lembrar e vira e mexe eu deixo passar algumas coisinhas. E o pior esquecimento de todos são as contas (ou convites, como já falei neste post aqui).

Eu ainda não me acostumei com ter que pagar tantas e tantas, que todo mês tem alguma que fica de fora. A primeira foi da de gás…Esqueci por 2 meses. A penúltima foi do cartão de crédito (que já vem aquela facada, imagina ainda pagar juros pela conta esquecida?).

Hoje cheguei em casa e fui olhar a pastinha de contas, tão escondidinha ali no rack da sala. Quando abri a conta pulou lá de dentro e gritou: “Surpresa!!!! Você esqueceu de pagar o seguro do carro!”.

A sorte foi que a Sul América deve ser bem prevenida com esquecidos que nem eu e o boleto tem uma segunda data para pagamento: HOJE! Ahahahaha. Só eu mesmo…

Agora, tem coisa pior do que esquecer de pagar as contas? Tem…Tem sim. Pagar em dobro.

Não preciso nem falar que já fiz disso também e diversas vezes, né? Deve ser por isso que a Vivo me adora…

Durante toda a minha infância eu sempre babei em uma geladeira antigona que minha avó tinha em casa. Um dia vi em uma revista de decoração uma parecida super bonita e reformada no meio de uma sala.

Naquele momento uma luzinha se acendeu na minha cabeça e não pensei duas vezes. Liguei pra vovó: “Vó, sabe a sua geladeira antiga? No dia em que ela parar e funcionar você dá ela de presente pra mim?”

Ela é de 1900 e cinquenta e pouco e era da minha bisavó Emília. Foi a primeira geladeira da família e ficava no sítio da família no interior de SP. Originalmente azul calcinha, ao longo dos anos ela ganhou camadas e camadas de latex branco. O estado dela não era tão bom assim e eu achei que ela pararia de funcionar bem antes do meu casamento.

Pois bem. Apartamento comprado, data do casamento marcada, reforma em andamento e a geladeira nunca parou de funcionar.

Até que um dia juntei toda a cara de pau possível e liguei pra vovó de novo: “Vó…Sabe o que é? Sabe aquela minha idéia de ganhar a sua geladeira? Então…Estamos começando a reforma do apartamento e se a gente for tê-la no meio da sala, precisamos mandar pra reforma. Ela já parou de funcionar?” Obviamente a resposta foi negativa mas tive o aval da vovó para ir buscar a geladeira no sítio.

Pegamos uma Saveiro emprestada e fomos pro Interior. Tirar a geladeira do lugar foi um parto. Porque assim como ela é grande, ela é pesada. Mas com a ajuda do meu avô, um sobrinho e um irmão dele, mais eu e o Maridão conseguimos colocá-la na saveiro.

A viagem para SP foi tensa, mas tensão maior ainda foi eu e o maridão termos que tirar ela sozinhos do carro na garagem de casa. Parecia impossível mas a gente conseguiu.

Achei um lugar super bacana, especializado em reforma de geladeiras antigas, que foi em casa fazer um orçamento. Quando o cara chegou babou… Os vizinhos passavam pela garagem de casa, paravam e tocavam a campainha, perguntando se a geladeira seria doada ou se estaria à venda. “Não não não. Ela é minha!!!”

Depois de 3 meses de trabalho duro, recebemos nossa geladeira de volta (já no apartamento reformado). Ela voltou novinha em folha: pintura automotiva, ferrugens consertadas, todas as ferragens recuperadas e novinha em folha. Até o motor funcionaria se a gente quisesse.

Verdade que ela foi um elefante “preto” no nosso projeto independente de decoração, mas dá orgulho de entrar em casa todo dia e ver o meu xodó na sala, novinha em folha.

Quando você muda de casa para apartamento existem várias coisas com as quais você precisa se acostumar. Uma delas são as janelas.

Quando você mora em casa e alguma coisa cai pela janela, o máximo que acontece é seu pai ou mãe ver que caiu, pegar e te pedir, com delicadeza, que você se lembre de não deixar mais as coisas cairem pela janela.

Quando se mora em comunidade, num prédio com mais 29 famílias, 4 porteiros, 1 faxineira, etc, os impactos são maiores. Cair algo pela janela significa gerar cara feia no porteiro e atingir, sem querer, o carro de algum morador ou passar carão na frente de outros.

Obviamente, já passei por duas destas.

Um dia chegamos na portaria e o porteiro estava com um aromatizador de ar na mesinha, vazio e com os palitinhos todos bonitinhos, espetadinhos. A reação mais do que imediata quando entramos gerou contrangimento: “Olha…Um cheirinho igual ao nosso!!!”, eu disse. Na mesma hora o porteiro riu e disse: “Ah…Então é seu? Caiu em cima de um carro hoje, espalhou o líquido por tudo quando é lado. Fique mais esperta, Dona Ana. Se você deixa as coisas no batente da lavanderia e bate um ventinho um pouco mais forte elas caem”.

Ok, Naldo. Lição aprendida. Ou não….

Um dia eu estava no banho escovando os dentes quando o creme dental acabou (Sim, eu sempre escovo os dentes no banho também). O box do chuveiro fica imediatamente na frente da privada. Na mesma parede lateral do box tem uma janela, que fica quase em cima da privada. Ou seja: eu, dentro do box, fico de frente pra privada. O lixinho do banheiro fica ali, entre a parede com janela e a privada. Deu pra entender a logística?

Pois bem…Voltando. Terminei com o creme dental e não pensei duas vezes. “O  lixinho fica na quina da parede com a privada. Se eu mirar bem na quina eu acerto o cestinho na certa”. Nem abri a porta do box e lá de dentro mesmo eu arremessei. Achei estranho por um ou dois segundos por não ter ouvido nada dentro do banheiro e aí me dei conta do que tinha acabado de fazer: mirei no cestinho e joguei o tubo pela janela.

Desta vez, sabendo da cagada realizada, avisei o maridão assim que ele chegou em casa – 0bviamente quase me mijando de rir  e morrendo de vergonha.

O porteiro não tinha falado nada quando ele subiu e não foi a gente que foi contar, né?

Homens e mulheres são diferentes de diversas maneiras, inclusive quando falamos de pelos. Para as mulheres quanto menos, melhor. Já no caso dos homens, eles não fazem tanta diferença assim.

Há pelo menos 12 anos eu sempre tive meu banheiro. Meu shampoo, meu condicionador, meu creme dental e meu sabonete. Eu sempre escolhia o que gostava e, de um tempo pra cá (antes de casar), eu sempre comprava os meus próprios itens de higiene pessoal. Na casa do maridão era diferente, mas ele nunca foi fresco e sempre usou o que tinha.

Eu estava acostumada com a durabilidade das coisas, até casar. Quando duas pessoas de anatomias diferentes convivem em um único banheiro as coisas acabam mais rápido, mas nenhuma delas me surpreendeu tanto quanto o sabonete.

No começo do casamento eu me perguntava por que eu tinha que comprar sabonete no mercado toda semana e não conseguia entender como eles “sumiam”. Diversas vezes tivemos que usar sabonete do hotel da Disney que trouxemos da lua-de-mel porque ficávamos sem sabonete em casa.

Até que um dia entreguei um sabonete novinho pro maridão no chuveiro e fui pro banho logo depois que ele saiu…fiquei chocada! O Dove reduziu de tamanho drasticamente durante o banho dele.

As mulheres removem os todos os pelos que conseguem (ou não) ver. Como há menos atrito entre o sabonete e a pele (sem nenhum pelo) os sabonetes duram bastante. Um Dove, por exemplo, dura muito bem por uma semana.

Homens tem muitos e muitos pelos que continuam lá forever, até cairem. E com uma presença massiva de pelos assim existe o auge do atrito sabonete-pelo-pele. E os sabonetes somem em menos de 3 dias (se usarmos o mesmo sabonete de exemplo)!!!

O Dove, como tem “1/4 de creme hidratante”, é o que some mais rápido. Os outros costumam durar um ou dois dias a mais, mas ainda assim, ainda estou tentando me acostumar.

Agora não temos mais falta de sabonetes em casa. Mas que dá aquela preguiça toda vez que eu entro no chuveiro e percebo que o sabonete acabou (e tenho que pegar um novo no armário), não dá pra negar! 😉

Eu amo potes. Potes pequenos, potes médios, potes grandes e potes gigantes. A gente nunca sabe quando vai precisar de um pote, né?

A pior coisa que tem é você precisar de um pote pequeno e não ter. Ter que guardar bastante comida em algum lugar e não caber no pote que você tem, enfim…

Bem antes de casar minha mãe me “iniciou” no mundo dos Tupperwares – os originais. Um mais lindo que o outro, um mais caro do que o outro (afinal, Tuppeware de verdade dura pra caramba e vale o investimento).

Casei com uns 20 Tupperwares diferentes pra “coleção”. Uns 20 dias antes do casamento fui na Etna com o maridão pra comprar algumas coisas que faltavam pra casa e vi um super kit de 20 potes, por R$19,90. Uma pe-chin-cha!!! No kit tinha até pote pra guardar uns 2 caroços de azeitona, juro.

Não dei bola pra cara feia do maridão (“Mais potes, Aninha????”) e comprei meus super potes. Com isso descobri que eu realmente era compulsiva por potes. Parecia criança em loja de brinquedo, sabe? Não aguentei chegar em casa e abri o pacotinho no carro mesmo pra ver como eles eram.

Depois que casei descobri que não basta termos potes de plástico. Os de vidro também são super necessários para você colocar direto no micro, por exemplo. Ou seja: Mais potes!

Hoje eu mal paro em casa, mal tenho lugar pra guardar tantos potes, mas eles estão lá, prontos para tudo o que eu quiser guardar! 😉 Acho que eu tô meio obcecada, não?

Eu sempre odiei fazer a unha. Tá, eu sei… Toda “menina” precisa fazer a unha, mas eu não gosto e ponto.

Além de ter toda aquela coisa de hepatite c e tal e tal, eu não gosto. Me sinto mal porque sou só um pouquinho ansiosa. Enquanto está rolando a primeira mão eu ainda consigo me controlar mas, a partir do momento em que a segunda mão começa a ser trabalhada, me dá um faniquito sem fim.

Todos os locais possíveis e passíveis de coceira começam a chamar a minha atenção. A Léo, minha manicure oficial, que o diga. (Eu sempre roubava os palitinhos dela pra poder controlar a coceira na perna, cabeça, pescoço, etc). Acho que é um bloqueio mental de não poder fazer o que eu quero. E neste exato momento em que não posso fazer o que eu quero, eu começo a querer tudo.

Ainda assim, no começo de 2009 eu fiz um trato com a minha pessoa: 2009 era o ano do casório e eu tinha que ser “mocinha” e fazer a unha toda semana. Foi uma luta, mas eu acho que passei só umas 3 semanas no ano sem fazer – porque obviamente eu estava correndo feito louca atrás das coisas do casório.

Depois que eu casei, contrariando o ódio e as coceiras, eu ficava desesperada por não fazer a mão. Procurei manicures aqui perto de casa, ia até Alpha atrás da Léo, fazia a unha no trabalho. Comecei a saber os nomes das cores dos esmaltes, quais estavam na moda e qual misturava bem com qual.

Eu tentei, juro que tentei, mas a vida de casada me fez desistir desta nova necessidade em minha vida.

Nas primeiras semanas eu tomava todo o cuidado do mundo (sempre fui muito desastrada e, ainda assim, a unha feita durava pra mim uns 4 ou 5 dias). Depois que casei, 3 dias é muito! Sempre tem uma loucinha pra lavar, um pano de prato pra torcer, uma vassoura pra passar pela casa, uma sacola ou um tuppeware pra abrir. E lá se vai a unha, feita com todo o carinho, paciência e coceira.

Já tentei de tudo! Luvinhas amarelas, ficar 3 horas sem fazer nada depois de fazer a unha, ficar imóvel e NADA adianta.

Na primeira unha pós-casada consegui tirar o esmalte do dedão inteiro soltando o freio de mão do carro no minuto seguinte em que eu tinha saído do salão. Em outra ocasião todos os dedos ficaram amassadinhos depois de chegar em casa e passar pano no chão sem lembrar da unha fresca. Pode?

Por isso, I give up! Unhas feitas x ser dona de casa não combina pra mim! Sou mocinha sim, meio tomboy, e não preciso de unhas feitas pra provar nada a ninguém.

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

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