Quando você muda de casa para apartamento existem várias coisas com as quais você precisa se acostumar. Uma delas são as janelas.

Quando você mora em casa e alguma coisa cai pela janela, o máximo que acontece é seu pai ou mãe ver que caiu, pegar e te pedir, com delicadeza, que você se lembre de não deixar mais as coisas cairem pela janela.

Quando se mora em comunidade, num prédio com mais 29 famílias, 4 porteiros, 1 faxineira, etc, os impactos são maiores. Cair algo pela janela significa gerar cara feia no porteiro e atingir, sem querer, o carro de algum morador ou passar carão na frente de outros.

Obviamente, já passei por duas destas.

Um dia chegamos na portaria e o porteiro estava com um aromatizador de ar na mesinha, vazio e com os palitinhos todos bonitinhos, espetadinhos. A reação mais do que imediata quando entramos gerou contrangimento: “Olha…Um cheirinho igual ao nosso!!!”, eu disse. Na mesma hora o porteiro riu e disse: “Ah…Então é seu? Caiu em cima de um carro hoje, espalhou o líquido por tudo quando é lado. Fique mais esperta, Dona Ana. Se você deixa as coisas no batente da lavanderia e bate um ventinho um pouco mais forte elas caem”.

Ok, Naldo. Lição aprendida. Ou não….

Um dia eu estava no banho escovando os dentes quando o creme dental acabou (Sim, eu sempre escovo os dentes no banho também). O box do chuveiro fica imediatamente na frente da privada. Na mesma parede lateral do box tem uma janela, que fica quase em cima da privada. Ou seja: eu, dentro do box, fico de frente pra privada. O lixinho do banheiro fica ali, entre a parede com janela e a privada. Deu pra entender a logística?

Pois bem…Voltando. Terminei com o creme dental e não pensei duas vezes. “O  lixinho fica na quina da parede com a privada. Se eu mirar bem na quina eu acerto o cestinho na certa”. Nem abri a porta do box e lá de dentro mesmo eu arremessei. Achei estranho por um ou dois segundos por não ter ouvido nada dentro do banheiro e aí me dei conta do que tinha acabado de fazer: mirei no cestinho e joguei o tubo pela janela.

Desta vez, sabendo da cagada realizada, avisei o maridão assim que ele chegou em casa – 0bviamente quase me mijando de rir  e morrendo de vergonha.

O porteiro não tinha falado nada quando ele subiu e não foi a gente que foi contar, né?

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