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Quando você casa você acha que nunca vai acontecer, mas sempre acontece. Algumas vezes mais cedo e outras mais tarde…Pra mim foi mais cedo do que eu esperava.

Sim, estou falando delas…As temíveis baratas!!! E sim, acontece nas melhores famílias…

Eu sempre tive nojo, asco e medo de baratas, mas quando você casa ou é você ou o maridão que tem que lidar com elas. Quando só tem você em casa adivinha pra quem sobra????

Pois bem…Um dia o maridão me deu a temível notícia que tinha encontrado uma destas visitas inesperadas no nosso apartamento. A suspeita número 1 era de que teria vindo com uma caixa de pizza que eu tinha pedido naquele dia. Fiquei branca, com medo e triste pela notícia, porque as baratas nunca estão sós.

Depois de uma semana apareceu a segunda, que estava gentilmente escondida no pano de prato (sim…elas sempre estão por onde tem comida). Quando eu mexi no pano ela correu se esconder atrás do fogão.

Por mim ela já tinha vencido a luta, contanto que sumisse e nunca mais aparecesse, mas o maridão não sussegou enquanto não matou a bendita cucaracha! Depois da morte por overdose de SBP, fomos fuçar atrás do fogão para ver o que tinha lá – obviamente o maridão na função de fuçar e eu na função de segurar o fogão embutido.

Quanto mais ele pedia pra eu puxar o fogão pra fora do buraco, mas eu tinha a certeza de que iria ser atacada por uma barata, o que ma fazia automaticamente ir voltando o fogão pro buraco devagarinho como se ele não fosse perceber….Engano meu! Ele brigava e me fazia puxar o fogão de novo.

Como não nos demos por vencidos, chamamos a dedetização na mesma semana. O moço veio, fez seu trabalho e ficamos 24 horas fora de casa. O drama das baratinhas tinha acabado…ou não.

Segundo o moço as baratinhas pequenininhas, de bar como eles chamam, são as mais difíceis…E nós perceberíamos na semana seguinte.

Cheguei em casa, fiz milhões de coisas e como o maridão ia demorar pra chegar, fui comer. Quando cheguei na pia da cozinha encontrei ali 7 pequenos seres não identificavéis, que hoje chamo de baratas de bar no estágio newborn. Elas era miúdinhas e nem antena tinham. Tomaram um banho de 3 dedos de SBP cada enquanto eu já estava no telefone com a dedetizadora.

“Fique tranquila, senhora. O remédio tem até 1 semana para fazer efeito”. Ok. Uma semana se passou e encontrei de novo seres estranhos, mas um pouquinho maiores, também conhecidos como baratinha de bar estágio baby. 🙂

Fiquei puta da vida porque o tempo já tinha passado e a frequência dos encontros não estava me agradando. Eu e o maridão começamos a matá-las com guardanapo e guardar em um saquinho pro moço da dedetizadora ver o que era. Como fizemos pelo seguro do apartamento, e eles não cobrem todos os insetos na dedetização, fiz uma pequena coleção pra provar que eu sabia do que tava falando.

Quando encontrei de novo as baratinhas, depois de uns 8 dias da primeira vez, elas já estavam maiores, com princípio de antenas, também conhecidas como baratinhas teenagers. Aí não aguentei…Liguei pro moço e pedi pra ele vir no dia seguinte pra ver a minha coleção de baratinhas, provar que eu estava certa e para ele acabar com elas de vez. Mas até aí, já tinhamos matado mais de 20 pequenos seres nojetos e asquerosos.

E não deu outra – se ele tinha alguma dúvida, ficou provado que eu estava certa.

Segundo ele, estas pequeninhas são as mais difíceis de matar, pois elas se escondem em qualquer brechinha que tem, inclusive na casinha da tomada. Portanto a melhor solução ela alimentá-las com gelzinho de veneno. Elas comeriam, levariam pro ninho e aconteceria o efeito cascata.

Pelo visto ele aconteceu mesmo, pois elas nunca mais apareceram. Mas ainda assim, fico com medo. Depois do estágio teenagers vem a fase “monster” e esta eu não quero cruzar de novo não…

PS: Eu sou neurótica com limpeza para não ter a menor possibilidade de qualquer tipo de bicho se aproximar da minha casinha…mas descobrimos que elas podem vir até a casa de diversas maneiras: frutas, legumes, caixas e etc. Nosso apartamento é super limpo e nunca deixamos acumular muito lixo dentro de casa. Mas já aprendi a lição…Não compro banana nunca mais! 😉

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E com ele a guerra de edredom. Eu nunca liguei muito pra como a cama está arrumada, se tem cobertor demais ou não, se sobra do lado ou não. O importante, neste friozinho que anda fazendo, é estar bem aquecida. Sou daquelas que dorme com pijama de frio, meia e moletom, sabe?

Quando ganhamos a cama de presente da Mamuska antes de casar. Como tudo que eu tinha era a medida da cama, corri em diversas lojas e comprei diversas coisas Queen – Lençol, colcha, cobertor de fleece, edredom. Uma cama Queen size  precisa de lençóis Queen size. Certo?

Errado!!! Se não fica muito bem preso em baixo da cama significa que qualquer um dos itens que eu falei ficam “soltos” pra lá e pra cá com a gente durante a noite. O Maridão gosta de dormir envelopado (com todas as pontinhas possíveis do lençol presas firmemente entre o colchão e o Box) e eu aprendi isso com ele. Todas as coisas Queen Size veem na medida certinha para alcançar o fim do colchão (de cima pra baixo). Ou seja: não sobra uma mísera pontinha pra prender ele e rolar todo aquele “envelopamento” necessário.

Resumindo: já acordei com o maridão se cobrindo apenas com a ponta do edredom e morrendo de frio. Já roubei o edredom todinho dele e ele o meu. Já desprendemos todas as pontas do lençol….

Percebemos isso na primeira vez que arrumamos a cama do apartamento, uma semana antes do casamento na Igreja. Até aí já era tarde demais…. Muito dinheiro gasto na Etna e na M. Martan.

Mas eu não perdi a oportunidade de pegar só itens King Size no Camicado quando fui fazer a troca dos presentes da lista de casamento.  Tem lençol e edredom quentinho e grandão pra ajudar neste frio que anda fazendo… Só precisamos lembrar de avisar a empregada para trocar. Ehehehehe 🙂

Faz 1 semana que eu não passo por aqui. Juro que não é preguiça, viu gente? É falta de tempo mesmo.

Agora eu vou voltar a estudar (duas vezes por semana) e faço natação nos outros dois dias. Ou seja: toda sexta-feira eu estou mortinha da silva e só quero dormir!

Mas eu prometo que vou pular um almoço logo logo pra escrever mais alguma coisinha. 🙂

Eu aprendi com a minha Cunha Sá que fazer risoto é muito mais fácil do que parece. A receita principal é básica e você só adiciona no final o “sabor” que você vai querer dar pro Risoto.

Desde então venho me aventurando nos risotos. Como o maridão já enjoou do Risoto de Shitake, inventei uma nova versão que ganhou nota 10 na avaliação. Espero que vocês gostem.

Modo de Fazer:

Caldo de legumes:

Todo risoto precisa de um caldo, para hidratar o arroz. Quando você fizer um risoto que tenha algum legume ou vegetal (exceto folhas), você pode colocá-lo direto no caldo, para já deixá-lo ir cozinhando.

Coloque em uma panela 1,5 litros de água, o caldo de legumes e a abobrinha. Adicione 1 dente de alho picado e duas colheres de mostarda. Deixe cozinhar.

Risoto:

Em uma panela grande, coloque a cebola para dourar com o azeite e depois adicione o arroz arbório. Deixe o arroz fritar um pouquinho no azeite e adicione o vinho branco. – ele vai começar a hidratar o arroz.

Quando o vinho começar a secar, adicione o caldo aos poucos (o ideal é sempre colocar 1 ou duas conchas cheias do caldo (com abobrinha junto) e mexer sempre. Quando começar a secar, você adiciona mais caldo e assim por diante.

O importante é que o arroz hidrate lentamente. Aos poucos você vai perceber que ele começa a mudar de textura e começa a ficar meio transparente. O ponto do risoto é meio Al dente, portanto é importante experimentar sempre para você não perder o ponto.

Se sobrar muito caldo e abobrinhas na panela em que você fez o caldo, coloque apenas as abobrinhas que sobraram, se não o risoto fica muito molengão. 🙂

Quando ele estiver pronto, adicione o queijo brie picado. Desligue o forno e adicione uma colher de margarina.

Voilá! Está prontinho para comer. Você pode acompanhar o risoto com uma salada ou um filé grelhado, como eu fiz na fotinho abaixo.

Ingredientes:

– Água filtrada

– Caldo de Legumes

– 2 Colheres de Mostarda

– 1 dente de alho picado

– 2 abobrinhas médias picadas (pode ser em rodelas, quadradinhos, etc.)

– 1 xícara de arroz arbório

– 1 xícara de vinho branco

– 1 colher de margarina

– 1 queijo Brie picado

Obs: quando o queijo não for um ingrediente principal do seu prato, coloque meio pacotinho de queijo parmesão. No caso acima eu não coloquei para o parmesão não roubar o “gostinho” do brie.

Eu não fui uma noiva muito normal, mas meu casamento teve a minha cara (e do maridão, óbvio).  Eu não quis bem-casado, não fiz dia da noiva no salão, não usei véu, meu vestido não tinha brilho.

E como não poderia deixar se ser, eu não entrei na Igreja com marcha nupcial.

Assim como a minha cunhada, Thá, eu sabia desde 2008 com qual música eu queria entrar na Igreja. Escolhi ela na minha viagem com o maridão, então namorado, para Las Vegas em 2008. Foi um momento mágico no espetáculo LOVE, do Cirque Du Soleil.

Eu ouvia e treinava para não chorar (semi-impossível, mas com o tempo eu consegui me controlar)… Como era uma música de “cd”, fomos atrás de um DJ para fazer o som da Igreja. Quando descobrimos que, pelas normas da Igreja, teríamos que ter algumas músicas específicas e todas em um estilo meio que religioso, optamos por um Coral.

O pessoal do Coral Monte Carlo foi espetacular. Falamos com a Margareth e o Adur, que entre uma mordida no Big Mac e outra  soltava sons que meus ouvidos nunca tinham ouvido antes – e como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

Mas e a minha música de entrada na Igreja? Quando falei qual queria, mostrei o CD, combinamos o comecinho (como se fossem as “clarinadas”), eles adoraram.

E eu, como não podia deixar de ser, me senti a noiva mais feliz do mundo. 🙂

All You Need is Love – Beatles – Love – Cique Du Soleil

Eu acho que um dos Top 5 “piores coisas do casamento” é lavar louça…Não que antes eu não fizesse, mas hoje se eu não fizer, a louça continua lá na pia.

Nós temos sim uma lava louça. Mas não gosto de colocar a louça lá e esperar “juntar” bastante para lavar. Por mais que eu coloque uma pré-lavagem, parece que fica com um cheiro estranho dentro da máquina. Ou seja: deixo tudo na pia para quando der vontade de lavar ou quando a empregada vier.

Pra piorar um pouquinho a pia de casa é pequenininha, apertada e não tem água aquecida – mas tem um super filtro que faz com que toda a água que saia dela seja potável. Ou seja: em dias de frio, como hoje, a pia é quase uma equilibrista. Tem tanta coisa dentro, mas tanta, que se bobear não dá nem pra ligar a torneira e pegar um copo d’água….

O momento mais crucial de toda noiva é escolher o seu vestido de casamento.

Eu sou um pouquinho ansiosa só e escolhi o meu em janeiro – para casar em agosto!!! Mas a busca não foi fácil.

Desde o começo eu sabia que eu queria alugar ao invés de comprar. Imagina em um apartamento pequeno onde eu ia guardar um vestido de noiva????

Primeiro que foram meses e meses de preparação recortando revistas e mais revistas com tudo o que eu gostava. Já tinha uma pasta de 3 kilos de recortes, mas continuava recortando…E o vestido que eu mais gostei já estava escolhido.

Achei ele numa revista, achei o nome da loja, telefonei, mandei email pra marcar horário e NADA! Quando me enchi o saco, fui de carro até o local e a loja tinha fechado! Foi frustrante e me fez voltar para a pilha de recortes. Aos poucos fui percebendo o estilo do que eu queria e só depois eu resolvi ir às lojas para a seção sem fim de exprimentar vestidos.

Fui num atelier lindo na Alameda Campinhas, e carésimo também. Fui na Nova Noiva (Basicão) e me senti, literalmente um bolo de noiva – além de pesados os vestidos são estranhos e os vendedores te pressionam para fechar na hora. Fui na Black Tie e saí correndo quando vi os preços de primeiro aluguel – dos vestidos que eu gostei variava de R$6.500 a R$18.000 (pasmem!!! com esta grana eu fazia um vestido lindo lá no atelier da Alameda Campinas). Foi um sábado infernal com a Mamuska e além de cansativo foi um tédio porque eu não gostei de nada.

Um dia, durante a semana, saí correndo e fui em uma loja linda na Rua dos Pinheiros. Chamei duas amigas pra irem junto dar palpite, já que a Mamuska não podia ir, e o processo se repetiu: você chega e dá de cara com pilhas de fotografias. A pessoa que te atende marca todos que você gostou, pede pra você esperar um pouquinho e volta com tooooodos os vestidos pra você ir até uma salinha experimentar.

A salinha, neste caso, era de pelúcia rosa choque e com músicas bem de casamento tocando, tipo “Everlasting Love” e “This is your song”. Aí começa o clima para você se sentir a pessoa mais especial daquele momento. Tinham espelhos em 3 paredes e uma passarela para você caminhar e “sentir” o vestido.

Antes de experimentar o primeiro, arrumam o seu cabelo pra ficar bem no clima mesmo (só faltou a maquiagem). O primeiro vestido que eu experimentei era bem modernão, com umas pontas soltas na saia. Lindo. O segundo era de rendinhas e cristais (não muito a minha cara para quem me conhece), mas também era lindo. O terceiro era um pouco mais simples que o primeiro, mas cheio de estilo.

Mas foi pelo quarto vestido que eu me apaixonei. Branco, básico, sequinho e maravilhoso – e com um super espartilho. 🙂 E parece brincadeira, mas quando você finalmente acha, você sente. O coração bate mais forte e você se imagina no dia mais feliz da sua vida com aquela roupa. Confesso que tive uma semi-dúvida entre ser uma noiva clássica com o segundo vestido ou ser uma noiva EU com o quarto. Preferi ser uma noiva eu. O meu estilo, a minha cara.

Obs: Vestido (e foto) da Belle Sposa – Maggie Sottero (muito chique, meu vestido veio da Austrália!!!)

Hoje aconteceu meu primeiro acidente doméstico e, por causa dele, vou tentar ser breve pois estou digitando “catando milho”, se é que vocês me entendem.

O dia foi de escolhas ruins. Para começar usei um sapato novo que mastigou meu pé e para terminar queimei o dedão tirando a assadeira do forno.

O maridão foi no jogo do Santos (sim, de novo) e eu passei meia hora no disk cook tentando escolher o que comer. Quando descobri que era um absurdo de caro, desisti e fui fazer meu franguinho recheado e ervilhas. Tudo ia super bem até chegar a hora de tirar a assadeira do forno. Eu, burra, não achei a luvinha e fui me achando só com um pano de prato dobrado no meio.

Resultado: uma queimadura do tamanho de uma moeda de 10 centavos bem no meu dedão. Está latejando horrores e só quero ver até que horas vou aguentar ficar com o dedo no potinho com gelo.

Pelo menos meus potes estão tendo 1001 utilidades….

Eu não gosto de futebol e ponto. Não entendo as regras, não entendo os 22 homenzinhos correndo de um lado pro outro e não vejo muita graça.

Em época de Copa do Mundo posso dizer que estou meio ferrada, né? Ainda assim, visto a camisa e participo da bagunça, mas sempre prestando pouca atenção no jogo. Não convém aqui falar que eu torcia para o time do Ronalducho, porque eu não torcia…só falava que era Corinthiana.

Mas enfim…Este post é pra falar do dia em que eu “virei” Santista. O Santos é um puta time (Pelé, Robinho, Diego, Neymar, Futebol, Brasil, Zuma, etc…) e é o time do maridão. Como ele sabe da minha aversão futebolística, há uns 3 anos atrás eu ganhei um presente de aniversário bem convincete e vira-camisa: uma camisa oficial do Santos (baby look, of course), um almoço à beira do mar em Santos, uma entrada para o museu do Santos e, obviamente, uma partida no estádio.

Saímos de SP, comemos um belo bacalhau e uma paella num restaurante recomendado por uma super amiga-madrinha santista (da cidade, não do time) e fomos para o museu. Vimos toda a história do time, camisas usadas pelo Pelé, jogadores, títulos, etc e depois a partida contra o time X que eu não lembro qual era. Não lembro nem se o Santos ganhou ou pedeu, mas como o meu sonho sempre tinha sido ir em estádio, o dia foi bem feliz porque o sonho se realizou. E eu, automaticamente, virei a camisa.

Foi uma experiência única e bem divertida. Acho que foi a única vez na vida que realmente torci e gostei de ver um jogo de futebol.

Virei a camisa porque, se eu estava apaixonada e gostava daquele “mocinho”, eu tinha que me converter. O Santos passaria a reger o humor do namoro em alguns dias, o clima de ansiedade em vésperas de final, os domingões com visita em casa pra assitir o peixe e tudo mais. Só cabe a mim entender, participar e torcer (um tiquinho só).

Nesta época ele está bem odiado pelos “concorrentes”, né? Nesse fervor Santista, já narrei jogo do Santos no MSN pro maridão enquanto ele trabalhava, já ajudei a pendurar camisa autografada do Pelé na parede, já esperei horas e horas o maridão discutindo o Santos no telefone com o Sogro, já montei um esquema pra ir comprar ingresso da final para o maridão. E hoje estou aqui, aflita com esta final, esperando o jogo acabar, e o Santos vencer, e o maridão chegar em casa feliz e campeão!!!!!

PS: não gosto mesmo de futebol, mas passei mal nestes últimos 10 minutos do jogo.

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

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