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Desde o começo, quando eu olhava para as fotos de casamento, eu sabia de algumas coisas: nada de véu, nada de brilhos e nada de cabelo preso (porque o maridão não gosta).

Mas aí a pergunta era: então o que eu coloco? E foi aí que as flores surgiram… Eu não sabia por onde começar, nem onde procurar, mas busquei muitas referências.

Até que cheguei na Isa, que trabalha na Madame Sabrina – aquela bem famosa aqui de SP por causa do Sabrina Chapéus. Marquei um dia com ela e fui brifar minhas flores:”gosto de penas bem delicadinhas, não gosto de brilho, gosto de flor média e pequena, pode ter folha sim. Renda? Eca!!! Mas ok”…Sou a noiva e neste dia eu abri uma exceção.

Recebi dela todas as instruções: não pode molhar, não pode colocar laquê com a flor no cabelo, não pode isso, pode aquilo…ok. Anotei tudo num papelzinho pra não esquecer e entregar pro meu maquiador.

Depois de uns 45 dias as flores estavam prontas, eu tinha prova de cabelo e precisava desesperadamente ir buscá-las. Eu estava ansiosa para ver como elas tinham ficado. Eu estava trabalhandom e era uma quinta feira horrorosa em SP com muita chuva (muita mesmo).

Tamanho meu desespero, procurei todas as empresas de motoboy da região pra ver se alguém tinha um motoboy com aquela caixinha atrás da moto. Como chovia muito, Lady Murphy apareceu de novo e eu fiquei chupando o dedo.

Tive que segurar a ansiedade e pedir pra Mamuska ir buscar pra mim na sexta feira. Quando cheguei em casa na sexta eu parecia uma criança com boneca de porcelana: não queria largar por nada neste mundo e morreeeeeeeeendo de medo de acontecer algo com as flores. Fiquei A-pai-xo-na-da!!!

O resultado deste briefing floral e da paixão foi esse:  🙂

Ps: o maridão aprovou! 😉

Sim…Nosso aniversário de casamento está chegando (Já!!!!). Passou voando e a gente mal percebeu. Fato é que dia 8 de agosto fazemos Bodas de Papel. Quem me lembrou foi a Igreja…isso mesmo…Não é fofo?

Recebi um email hoje da Igreja em que nos casamos e achei muito legal eles lembrarem e marcarem uma missa para celebrar as Bodas de Papel dos noivos do mês de agosto. Olha só:

Queridos casais,
Parabéns pelas bodas de papel!

Queremos celebrar este momento com vocês. Afinal, será o primeiro (de muitos!) aniversário de casamento. Faremos uma missa especial ao meio-dia para vocês no próximo dia 15 de agosto. Venha comemorar este momento tão bonito e precioso!

Atenciosamente,

Padre Renato

Adorei! 😉

Durante muito tempo eu e o maridão fazíamos contas e contas para ver quando daria pra gente casar. Colocávamos na ponta do papel tudo que íamos ter que gastar, somávamos os salários e chegávamos à conclusão que ainda não ia dar certo.

Além de pagar contas, ter que pagar um financiamento, é uma brincadeira que dá medo. E por mais que você ganhe um dinheirinho, na hora do vamos ver você sempre acaba gastando mais.

Passamos mais de um ano fazendo contas e desistindo. Lembro até hoje que, em um casamento, o pai de um amigo do maridão falou pra gente: “Quando você quer, dá. Tendo dinheiro ou não”. Isso ficou na minha cabeça e começamos a fazer contas sempre. Íamos testando os financiamentos, as parcelas que “cabiam” no bolso, e fazendo contas e mais contas.

Até que chegou a hora de arriscarmos – não porque tínhamos feito todas as continhas e tinha dado tudo certo. Mas sim porque não aguentávamos mais fazer contas. “Quando você quer, dá! Tendo dinheiro ou não.”

E com isso começamos a busca por apartamento. A ordem era natural: buscar uma casinha, achar uma igreja, marcar a data e casar! Simples assim (ou não)! 🙂

Obviamente que a história é muito mais complicada do que isso, e este post é só uma introdução da Saga que está por vir…

Aguardem!

Casar e preparar um casamento te consome de infinitas maneiras nos meses que antecedem o grande dia. Reformar e mobiliar um apartamento, junto com toda a correria do casamento, contribui ainda mais pros altos níveis de insanidade pré-casamentística. Fato é que chega uma hora em que você mistura tudo isso com ansiedade para o seu grande dia, e as coisas começam a acontecer.

Eu fui carinhosamente apelidada pelo maridão de Bridezilla. Ele não ganhou apelido, mas ficou bem “Groomzilla” também.

Eu, ao contrário de 99% das noivas que eu conheço, comecei a comer mais. Dizem que você emagrece, porque esquece de comer, porque tem mil coisas pra resolver e acaba sempre resolvendo no horário do almoço ou à noite que emagrece. Balela! Quanto mais nervosa e ansiosa eu ficava, eu comia…Não engordei, veja bem, mas eu comi em todas as refeições e tudo que tive vontade. (O que me engordou mesmo foi a Lua-de-Mel. 🙂 )

O maridão por sua vez tem uma válvula interna de escape – o que não é tão legal assim: as benditas pedras nos rins que, segundo o médico, nestas ocasiões são 100% emocionais. Nossa reforma foi tocada todinha por ele, somada a mais um monte de coisas que ele me ajudou a resolver da festa, as pedrinhas brotavam no rim dele. Quem já teve pedra no rim sabe o quanto dói. Ele fez implosão e não funcionou. Fez uma cirurgia para remoção das pedras e inseriu um Duplo J (não me pergunte o que é, só sei que doi muuuuuuuito) e depois de 10 dias elas já estavam lá de novo.

Ficamos com medo e preocupados de acontecer alguma coisa e  revisamos o seguro saúde da Lua-de-Mel seguindo o conselho do médico do maridão. Não adiantava muita coisa: pedra nos rins é doença pré-existente e o seguro não cobre. Se acontecesse algo, teríamos que pagar por fora. Ficamos mais assustamos, mas chegamos à conclusão de que era melhor desencanar. Se a gente não se preocupasse ia dar tudo certo no final.

E foi o que aconteceu. O vestido da noiva entrou direitinho e o rim do maridão se comportou bravamente na lua-de-mel. Não tem jeito: a ansiedade vem de qualquer maneira, você só precisa aprender a conviver bem com ela! 😉

Hoje é meu niver. Sim. Estou ficando mais velhota: 28 anos. E ainda é meu primeiro aniversário casada!!!

Fique super hiper mega emocionada com as flores que o Maridão me mandou, junto com deliciosos alfajores Havana. Mandou um cartão lindo que me fez chorar no meio da “firma”.  Vê se pode!

Cheguei no trabalho e minha mesa estava toda decorada com bexigas roxas! Amei!!!! Depois ganhei presentes lindosssss do pessoal aqui do trabalho e um POTE!!!! Juro…Vocês sabem o quanto eu amo potes! Mais um pra coleção, com uma bolsa linda de morrer dentro.

Já fiz a transfusão e passei tudo da minha bolsa antiga para a nova. Tks, pessoal!

Além disso, minha querida amiga Ana Paula fez um post lá no Papo de Marias pra mim: Hoje é dia de Maria!

E hoje, pra comemorar, resolvi postar fotinhos! Uma com todos os meus presentes e outra do cartão de aniversário LINDO que eu ganhei com o Dave Matthews e a Tinoca, minha gata linda e velhota que nem eu!

Pegadinhas acontecem quando a gente menos espera, né? Como eu já falei por aqui, rola uma atração boa entre a “Lady Murphy” e a minha pessoa…Mas desta vez ela pegou o maridão!

Estava em casa esta semana nos preparando para ir dormir e eu resolvi abrir o armário do maridão pra pegar o meu despertador. (Sim…Morar em apartamento pequeno faz com que você arrume multi-funções para os móveis. E uma parte do armário do maridão é meu criado-mudo). Quando tentei abrir a porta de correr vi que estava completamente travada. Resolvi então fechar as duas portas para resolver o problema e as duas travaram de vez. O problema é que aquele é o armário do maridão. Ou seja: todas as roupas dele estão lá dentro.

Neste frio que está fazendo em SP tudo que eu consegui pensar foi: “Coitado…Com que roupa ele vai trabalhar? Vou tentar resolver isso sozinha”. Fiquei uns 5 minutos tentando pra um lado e pro outro mas as portas estavam completamente travadinhas…Tentei mais um pouco e não aguentei. Como elas são de vidro, não dava pra forçar muito a barra, né? Fiquei com medo de quebrar e fui pedir ajuda.

Fui até a sala onde ele estava assistindo o jogo do Santos e soltei um “Ih…Fudeu, amor”. Ele assustou, ficou puto que estava perdendo o jogo, mas veio correndo ver o que estava acontecendo. A porta continuou lá, imóvel, depois de diversas investidas dele. Chegamos no nível do desespero de chutar delicadamente a porta para ver se resolvia. Puxa pra cá, puxa de lá, aperta a mão e tenta afastar as duas folhas da porta pra ver no que dá. As duas folhas tinham saído do trilho.

Ficamos mais uns 5 minutos no vai e vem, tentando encaixar as duas folhas e fazer as portas voltarem a “funcionar”. Confesso que eu, desesperada, já tava quase indo procurar o telefone do marceneiro para ligar pra ele. De repente, com um “plec”, a folha mais enroscada se desprendeu do trilho. Eu estava em pânico sobre o que íamos fazer com aquela porta de vidro solta e pensando: “E agora?”. O Maridão, mais bem humorado, falou: “Pelo menos amanhã eu vou ter roupa pra ir trabalhar”. 🙂

Demoramos mais uns 5 minutos, conseguimos alinhar as portas nos trilhos e fazer voltar a funcionar normalmente.

Lady Murphy, Obrigado. Pegou leve desta vez e não precisa voltar tão cedo, ok?

Hoje, um domingo, eu me lembrei do post da semana passada sobre a nossa casinha.

Namoramos por 7 anos e uns troquinhos antes de casar e, nos últimos anos de namoro, todo domingo à noite batia a “Síndrome do Tatu Bola”.

O Tatu Bola nada mais era do que ficar com o corpo todo juntinho, feito uma bolinha, um tatu bola mesmo. Fazíamos os dois juntos, e ficávamos fechadinhos em protesto ao Domingo que voou.

Era sempre naquele momento final de tarde em que não tem nada passando na televisão e é o sinal de que o final de semana passou voando. Neste momento a gente fazia o Tatu Bola, em protesto ao final de semana que estava acabando, a semana que estava começando e ao tempo que ficaríamos separados…

Agora, que passamos todos os domingos juntinhos até o final, e que dormimos juntinhos, o Tatu Bola não existe mais… Mas a Síndrome do Domigo continua…Essa não passa nunca! 😉

Eu já falei aqui o quanto eu sou viciada em potes…Mas o que eu não falei é que eu sempre me prometi que eu teria potes bons em casa. Tipo tupperware mesmo, porque eles duram mais. Me prometi que nunca, nunquinha, eu teria potes de margarina, requeijão, sorvete e qualquer outra coisa que você compre com alimentos dentro no supermercado.

Geralmente, assim que estes tipos de alimentos acabam, os potes vão direto para o lixo. Eis que nesta semana eu cometi uma heresia “potística” e quebrei minha promessa…

Tínhamos um Chicabon no congelador que estragou e eu resolvi lavar o pote para jogar no lixo. Coloquei ele no escorredor e me esqueci dele. Eis que eu estava cozinhando, precisei descongelar um frango, e ele serviu perfeitamente para tal função…Além disso, ele é vermelho e cairia muito bem também para macarrões e molhos de tomate.

Confesso que estou num conflito interno, se devo ou não assumir este pote como parte da coleção. Já quebrei minha promessa lavando ele e colocando no escorredor de louça. Por enquanto ele está lá e eu estou fingindo que não estou vendo… 😀

Durante tempos e tempos eu e o maridão ficamos pensando sobre o nosso convite de casamento. Somos formados em publicidade e ele não poderia ser uma coisa tradicional como o de todo mundo, né? Começamos a pensar e as ideias foram aparecendo, até que o Maridão fez a “obra de arte”. Como bom ex-diretor de arte, diagramou um modelinho e me mandou. Na hora que ele mandou eu caí pra trás…AMEI!

Mas antes preciso contar uma coisa que muita gente não sabe… Quando o maridão veio falar comigo a primeira vez de todas, me contar que estava gostando de mim e fazer uma declaração de amor (que eu derreti na hora), ele cantou uma música linda que ele tinha feito pra mim. Depois que começamos a namorar eu ganhei outra música, linda de doer o coração (juro!!!). E foi aí que o Maridão me pegou na surpresa!

Ele colocou bem ali, escondidinho, no cantinho do convite, o refrão mais lindo da música mais linda e minha (Eu sou uma mulher apaixonada, né?):

“Segundos passam e eu quero te beijar a cada minuto,

Os minutos correm, eu estaria com você a qualquer hora.

As horas param e eu conto cada segundo, Fico pronto em um minuto na hora de te ver”

Convite de Casamento

Além disso, nosso convite ainda foi ilustrado pelo Kiko, amigo do maridão, com noivinhos que são literalmente a nossa cara! (São os mesmos dos copinhos de pinga, que falei neste post aqui)

Não ficou a nossa cara? 😉

Se você quiser conferir os dotes musicais do maridão, vai lá no MySpace dele!

A primeira noite em uma nova casa é, sem dúvidas, algo diferente…Quando é sua noite de núpcias é ainda mais.

Afinal, não é um hotel, ao qual você não tem apego nenhum. Aquele é o seu novo lar, na sua primeira noite de casada. Aquelas são as suas coisas que você lutou, batalhou e brigou para conquistar e finalmente, aquela primeira noite é o marco desta conquista… o que acabou fazendo com que a nossa noite de núpcias fosse ainda mais especial.

Nosso casamento terminou lá pelas 5 da manhã, com as luzes acesas, garçons limpando o salão, nós dois e mais alguns amigos ainda comemorando e tomando champagne.

Viemos para casa de táxi, vestidos de noivos (experiência estranha) e chegamos em casa carregados de doces, tortas e bolos. Eu estava desesperada para tirar o vestido (que a esta altura o espartilho já estava me apertando demais), e os dois estávamos cansadíssimos.

Nos deparamos com uma super surpresa que o papito tinha feito para nós, que falei neste post aqui, e em uma casa novinha em folha. A nossa casa. Estávamos tão ansiosos pela nossa casinha, que não tinha lugar melhor para passarmos a noite de núpcias.

Nossa cama, nossos móveis, nosso chuveiro, nossa sala de jantar. Nos primeiros momentos é difícil se achar, entender que aquela é a sua nova casa e praticar o desapego de viver na casa da mamãe do papai. Mas quando você sai para ir para a lua-de-mel já dá saudades e vontade de voltar correndo.

Lembro que dormimos muito mal…Ainda agitados por toda a comemoração e ansiosos pela lua-de-mel, mas com uma sensação boa de finalmente ter “conseguido”. Estar muito muito muito feliz, acordar para ir no banheiro sem saber direito por onde ir, pegar um copo de água no meio da noite sem ter água filtrada, congelar os docinhos do casamento para comer quando voltar da lua-de-mel sem saber direito onde eu tinha guardado os potes ( e se eu podia mesmo congelar os docinhos), me arrumar com as roupas que eu nem usava tanto assim e foram as primeiras a vir na mudança, correr para o descanso enfim merecido depois de 6 ou 7 meses de reformas e preparativos para o casamento. Estas foram as primeiras sensações que eu lembro de ter dentro da minha casa.

Hoje, quase 1 ano depois, me peguei lembrando daquela sensação esquisita e satisfatória e vim correndo para o blog escrever. A casa, que antes era desejada, mas ainda uma estranha para nós, agora é a nossa Home Sweet Home! 😉

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

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