Sempre ajudei a organizar Chá alguma coisa para os meus amigos que compravam sua primeira casinha ou pras colegas grávidas no trabalho.

Quando chegou a minha vez de casar, achei que não ia rolar, mas no fundinho eu sempre quis ter um Chá Bar pra mim… Um dia sentei com a minha sogra para ver tudo o que eu já tinha comprado de “enxoval” e vimos que ainda faltava muita coisa. Ela, junto com as minhas Cunhas e a Mamuska organizaram um Chá Bar surpresa para mim e para o maridão.

Eu e o maridão somos eternamente gratos a elas pois temos lembranças maravilhosas deste dia. Na verdade, por diversas vezes chegamos a falar que o Chá Bar foi mais legal e divertido do que a nossa festa de casamento. (A festa do casamento sempre passa voando e neste dia parece que aproveitamos aos máximo todos os amigos e familiares que estavam lá sem todo o peso e pressão do dia do casamento).

Naquele sábado eu tinha acordado cedo, ido na 25 de março comprar cabides pro apartamento, ido limpar o apartamento pós reforma e quando voltei para a casa dos meus pais descobri que eu não podia entrar em casa!

Subi de olhos vendados tomar um banho e trocar de roupa e quando desci tinha uma mega festa Julina me esperando. Como faço aniversário em julho foi um misto de aniversário com Chá de Cozinha.

Minha família e amigos, alguns amigos do maridão e muita comida! Tinha quentão, vinho quente (assim como no chá de bebê da Sá), pipoca, hot dog, paçoca, doce de batata doce e mais um montão de coisas que eu só vi mas não comi.

Sabia, do primeiro momento, que eu estava fadada a passar vergonha na frente das pessoas que eu mais gosto no mundo, mas eu não estava ligando muito praquilo. Eu não bebo muito, mas o maridão estava no clima, e resolvi entrar na dele. Para cada erro nosso, um shot de tequila pra mim e um shot de cachaça pra ele.

Vocês imaginam o resultado, né? Na lista do Chá Bar as coisas mais variadas e não adivinháveis da face da terra, super bem embrulhadas e re-embrulhadas. Duas organizadoras de brincadeiras com “a macaca” e prontas para nos castigar até não poder mais e os noivos com muito alcóol no sangue e um índice de acerto próximo ao zero. Não deu em outra: uma garrafa de tequila pra mim e uma de cachaça pra ele.

Pagamos todos os tipos de mico, combinados com álcool. Nos vestimos de caipira para entrar o clima, o maridão fez uma declaração de amor caipira (com direito a palito nos dentes e tudo mais), pegamos maça na água e aliança na farinha, bebemos muita tequila e cachaça. Eu pintei as unhas do maridão de olhos vendados, trocamos de roupas (ele colocou as minhas e eu coloquei as dele), ele passou rímel nos cílios, bebemos muita tequila e cachaça. Fomos chamar os vizinhos pra festa como parte de um dos castigos e eles se recusaram a aceitar os convites dos noivos bêbados.

Minha cunhada Sá e minha sogra aproveitavam as emabalgens dos presentes já adivinhados para re-embrulhar os presentes sem muito disfarce. Depois de muita tequila e cachaça os presentes foram ficando cada vez mais difíceis. E para piorar, ganhamos diversos presentes camufladíssimos. Uma tábua de passar que veio dentro de um pote para queijo-ralado, um pote de condimentos que na verdade era um cesto de roupa-suja, e assim por diante. Facinho, concorda? 😉

E quando a gente achava que não podia ficar pior, ficou! Sabe aquele castigo mais constrangedor que você tem certeza que nunca vai ter que fazer? Pois bem. E aconteceu na frente da família inteira.

Erramos o presente, para variar, e o castigo era bem simples: eu tinha que deitar no chão e o maridão tinha que fazer uma bola de ping pong subir dos meus pés até o meu pescoço empurrando com o nariz. Nem preciso dizer onde a bolinha foi parar, né? Nesta hora o maridão parou, olhou para o meu pai, pediu desculpas e foi empurar a bolinha da minha virilha até o umbigo. Eu estava roxa de vergonha no chão e a família inteira dando risada.

Os presentes acabaram, mas a tequila e a cachaça ainda não tinham acabado. Eu e o maridão continuamos bebendo. Comemos um pouco e fomos nos divertir com os convidados que ainda estavam por lá.

Chovia lá fora, as pessoas estavam indo embora e saímos para falar tchau. Foi quando eu tive a brilhante idéia de cantar na chuva. Eu e o maridão cantando “Singing in the Rain” e dançando na chuva, com direito a garoa fina e guarda-chuva.

Lembro de olhar para a casa e ver meu irmão e o Rô, nosso padrinho, rolando de rir com as nossas palhaçadas de “Singing in the Rain”. Achamos que eles estavam rindo das nossas palhaçadas, né?

Estávamos felizes, molhados e bêbados cantando “NY, NY” com a mais pura convicção de quem cantava “Singing in the Rain” 😀

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