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Pois é, gente…E com isso temos a tarefa mais árdua da vida de casada: achar alguém que te ajude no dia-a-dia e limpe a sua casinha do jeito que você faria se tivesse tempo (e disposição depois do trabalho).

Eu tô há tempos para escrever este post, mas não estou conseguindo. Ainda vou escrever o meu, prometo. Mas pra hoje temos uma super colaboração da Rê, minha amiga. Ela casou uns 2 meses antes de mim e do maridão, com o melhor amigo do maridão, Rodrigo.

Por diversas vezes ficamos sozinhas batendo papo enquanto os dois jogam playstation ou conversam de trabalho. E sempre ficamos futricando da vida de dona-de-casa. Por isso, ninguém melhor pra começar a colaborar no Blog do que ela.

Espero que vocês gostem! E pra vocês saberem quem é quem, fotinho!!!!

Maridão, Rê, Rô e eu!Maridão, Rê, Rô e Eu.

“Uma das tarefas mais árduas de pós-pronta-a-casa é achar alguém que irá limpa-lá e cuidar com o maior carinho tudo o que você escolheu e batalhou tanto pra conseguir.

Na minha terceira tentativa eu finalmente “achei” este alguém, mas antes vou contar um pouco das anteriores…

1º Tentativa

SUPER solicita…Um amorzinho, mas acho que nunca tinha colocado a mão na massa sem a supervisão de alguém. Ela foi uma indicação, mas nesta outra casa ela era faxineira e tinha uma empregada supervisionando tudo. Ela arrumava meu armário que dava gosto, tudo minuciosamente dobrado, separado lindo lindo, mas era só passar a mão em cima da geladeira, no batente, ou atrás de algo que a cena do crime estava logo ali. Ela também não tinha mais com quem deixar as crianças e não poderia mais vir durante a semana, o que me deixou aliviada pois não sabia como pedir para que ela não viesse mais.

2º Tentativa

Tratorzinho e reclamona. Ela limpava minha casa inteira e ainda passava roupa em 1 dia (depois de um mês reparei que a limpeza era só onde meus olhos alcançavam). No primeiro dia chegou falando: “Nossa, o ponto é longe né?!”, no mesmo dia: “Você falou que era só limpar…Eu não gosto de passar”. Bom, já percebi que ela ia pular fora logo mais, só que como foi indicação de alguém muito próximo ela pelo menos não me deixou na mão. Saiu com a desculpa que não tinha com quem deixar os filhos (Se você não tem com quem deixar seus filhos você tem 2 opções: 1 não procure por trabalho, 2: Não os tenha,  se não tem como sustentá-los – OBS: Peguei pesado aqui, mas é o que de veras penso!)

Neste ponto eu já não sabia mais o que fazer, tinha que arrumar a casa depois das 22 ou usar parte boa do meu findi pra fazer isso. Pedi indicação para todos, coloquei mensagem no facebook, mas pelo valor que tinha para oferecer e o quanto exigiria pela pessoa tava difícil.

Eu sou chata também…Acho que a pessoa tem que ficar no mínimo 8 horas no trabalho. Não me fale que alguém limpa tudo em menos tempo só 1 vez por semana.  Se acha que acabou tire as panelas do armário e limpe por dentro, limpe a geladeira, o ferro. Sempre tem algo pra fazer. Agora eu também tenho minhas recompensas, minhas roupas tem destino certo, assim como brindes e afins.

3º Tentativa

Ai apelei para mamãe: Mãe, pelo amor de Deus, deixa a moça-que-trabalha-ai-há-20anos vir uma vez por semana aqui em casa???? Vida resolvida!!!!!! Ela quebra umas coisinhas de vez em quando, mas limpa como NINGUÉM, arrasta tudo, tira tudo do lugar. Hoje mesmo entrei em casa e o sofá estava de pé na parede, tapete encostado do outro lado da sala, pano e aspirador rolando solto. Tudo tão cheiroso. Além de tudo, sei que é uma pessoa batalhadora, que criou os filhos extremamente bem e que confio demais. Sei que ela nunca vai ler isso, mas fica aqui o meu MUITO OBRIGADA por dar conta de uma dor de cabeça e tanto que tinha na minha vida. Importante dizer que tudo o que ela quebra ela compra igual, ou parecido e me devolve. Falo para ela não fazer isso, que eu não fico brava, mas ela é tão correta que diz que eu querendo ou não ela vai trazer.”

OK. Passamos por toda a Saga da Casa Nova (em 7 capítulos, hehe) e, quando você encontra um apartamento inteirinho vazio, esperando para ter a sua cara, você inevitavelmente se pergunta: E agora? Que cara que eu quero dar pra ele? Que móveis vão fazer dele a minha cara?

Vou falar que esta parte foi bem difícil…O Maridão passou por uma crise de pedra nos rins, colocou um duplo Jota (nem pergunte o que é, mas sei que dói bastante), e lá fomos nós para a Teodoro Sampaio.

Isso, lógico, depois de medir o apartamento 4 vezes. Sim…4 vezes. Não sei porque eu não conseguia fazer a coisa funcionar direito. Cada parede da sala tinha uma medida, com 40 centímetros de diferença…Coisa louca, né? Pois bem…Se eu soubesse fazer direito eu tinha sido engenheira, mas ok. Na quarta vez saiu certo e fizemos as mini plantinhas antes de ir comprar os móveis.

Ah sim. Comprar os móveis…tarefa difícil, chata e complicada, porque você tem que ficar imaginando um monte de móveis diferentes em lojas diferentes todos juntos depois na sala da sua casa. Decidimos comprar os móveis na Teodoro Sampaio em SP. Antes de irmos na Teodoro, fomos no Lar Center (Mico!!!!) e até na Rua Jurubatuba lá no ABC. Mas pulamos esta parte, ok?

Não bastou um dia. Foram dois dias in-tei-ros de Teodoro Sampaio. Andamos pra cima e pra baixo, vimos um sofá que nos apaixonamos, vimos uma poltrona que deixou o maridão apaixonado e que ele “precisava ter”, compramos a mesa de centro, a poltroooona, a mesa, as cadeiras, enfim…Gastamos o que tínhamos e o que não tínhamos, parcelamos, impermeabilizamos o sofá ($$$) e só faltou pegar dinheiro emprestado. Mas deu certo.

No fim das contas, quando chegou tudo no apartamento, olhamos pra aquele monte de coisas e pensamos: E agora? A poltrona tão querida pelo maridão virou uma incógnita. O maridão tinha certeza que não ia ter espaço pra ela em casa. O sofá da sala de TV compramos maior do que devia e tivemos que tirar uma mesinha que já tinha no quartinho, a mesa de jantar ficou certinha com a largura da sala…E a nossa geladeira preta. Sim…tudo aconteceu em volta da geladeira preta…Afinal, ela foi o elefante preto da nossa decoração. Tudo girou em torno dela.

Não sou decoradora, não tenho noção de decoração, mas acho que ficou lindo e a nossa cara…Pelo menos quem tem vindo nos visitar elogiou… 😉

Eu acho que já deu pra perceber que eu e o maridão somos pessoas diferentes, né?

E por sermos diferentes, queriamos algo fora do comum numa das paredes de casa, mas fuçamos diversos adesivos e não achamos nada que nos agradasse. Um dia, enquanto o maridão procurava fornecedores para um projeto dele na agência, achou o Rapha Amaral.

Ele é um estudante de arquitetura que faz diversas coisas, entre elas “grafitar paredes”. Vimos diversas árvores lindas, com passarinhos e adoramos. Ou seja: ao invés de termos um adesivo, teríamos algo personalizado.

E assim foi. Escolhemos um estilo de desenho que ele faz e ele veio um dia à noite aqui em casa. Pintou nossa parede com uma árvore linda, feita à mão e que deu bastante trabalho. Dá até pra ver um pedacinho dela no post da Geladeira Antiga.

Nós adoramos o resultado e era exatamente o que queríamos.

Quando eu casei eu descobri que a vida de “gente grande” é bem mais difícil do que parece.

Cada dia tem uma coisa nova pra fazer, um item de mercado pra comprar, ligar pra assistência de alguma coisa ou qualquer tarefa parecida com isso, que, quando morávamos na casa dos nossos pais, eram mágicamente feitas por eles e a gente nem ficava sabendo.

Casar não só traz isso à tona, como torna isso uma chatice. Levar o carro no mecânico, chamar o eletricista, chamar a dedetização, ligar pra loja de móveis para arrumar o pé da poltrona, etc…A lista é infinita.

Depois de alguns meses vendo que a dor de cabeça era maior do que imaginávamos, eu e o maridão resolvemos fazer um seguro residência. Uma coisa simples, básica e que custa (sim), mas que vale à pena. A Aline (nossa super corretora e amiga) nos ajudou, escolhemos e plano e pronto. Estava feito.

Achávamos que nunca íamos usar o seguro, até o temível ataque das baratas, que por sí só já se provou muito útil. E depois disso não usamos mais.

Até a semana passada. Há tempos tinha um interruptor com pau em casa, mas como ele era paralelo (daqueles que a luz pode acender e apagar em dois lugares) a gente foi deixando de lado, até chegar a vez do interruptor da luz do quarto resolver pifar.

No meio da semana passada liguei na Porto Seguro para pedir um help de um eletricista para o sábado, quando estaríamos em casa. A moça me atendeu super bem e perguntou se eu não queria o serviço para o mesmo dia.

“Oi? Como assim? São 19:25, eu tô ligando agora e você tá me falando que alguem pode ir me ajudar AGORA?” Sim…Alguém podia. Em menos de 1 hora o Valter estava em casa (Sei o nome dele porque eles mandam um SMS avisando quem irá te atender, de onde está saindo e o tempo que vai demorar pra chegar).

Juro que fiquei maravilhada! O moço Valter resolveu nosso problema em 5 minutos! O maridão ficou meio perplexo com a simplicidade dos problemas e por não termos nem tentado resolver, mas a resposta do Valter foi ótima: “Mas você não pode aprender, senhor… Se não eu perco meu emprego. Continue nos chamando”.

Achei fofo o Valter falar isso e no fundo ele está certo. Achei a Porto Seguro mega eficiente e ágil, por isso resolvi fazer o post elogiando. A gente adora reclamar quando é coisa ruim e esquece de elogiar quando é coisa boa, né? 😉

Como já diria a sábia Mamuska e o sábio Papito: “É melhor prevenir do que remediar”. Eu recomendo!

“Se meus Joeeeelhos não doessem mais”….

Vocês lembram desta música? Pois bem….Se meus joelhos não doessem, eu poderia ter sido uma noiva normal, que vai até uma loja legal, encontra um sapato bonito e voilá! Problema resolvido.

Mas a minha história não é bem assim. Eu operei os dois joelhos de condromalácia na patela – uma coisa bem chata que eu não sei explicar muito bem, mas posso dizer com experiência que dói muuuuuito.

Pois bem. E uma das coisas que eu sofro depois das cirurgias é pra usar salto…só posso com salto baixinho e grosso, que dá mais sustentação no joelho. Bem coisa de velha, sabe?

E no meio do caminho eu encontrei o Manolo…Não aquele Manolo do Sex and The City. O Manolo de Moema mesmo. E o Manolo faz sapatos sob medida.

O site não é lá aquelas coisas, mas dentro das diversas possibilidades, a mais legal é que você escolhe tudinho e ele faz o sapato para caber direitinho nos seus pés (já que o pé esquerdo nem sempre é do mesmo tamanho e largura do direito)! Fiz diversas provas e não foi barato, mas meus joelhos agradeceram (e muito).

PS: o detalhezinho do strass é um brinco que eu comprei e desmanchei! Achei que ficou fofo e tirou o ar de sapato de médico, né?

Com tudo certinho e nada resolvido, é hora de marcar a primeira reunião na corretora de imóveis, dar o primeiro cheque e conhecer os donos. A Cunha Thá foi com a gente para ajudar, já que ela é uma super master advogada, e ia nos ajudar a não cair em possíveis ciladas da imobiliária.

Os donos (ou ex-donos?) eram super simpáticos e “estavam do nosso lado”. Tudo correu super bem e agora era a hora de correr atrás de um banco para pegar um financiamento. Parece super simples mas não é!

Milhões de papéis, assina daqui, rabisca de lá, envia tudo para aprovação. Espera, espera e espera mais um pouco pela resposta e, quando dá tudo certo, você ainda tem mais 400 folhas para rubricar e assinar.

Cansa mas vale à pena! Começamos o negócio em Dezembro, assinamos os papéis do financiamento em Janeiro e pegamos as chaves do apê só em Abril. Uma eternidade, mas ele era nosso e nada disso tinha importância. O casamento estava marcado para agosto e teríamos tempo de sobra para pintar, reformar e deixar ele com a nossa cara.

Lemrbo do dia que viemos pegar as chaves. Emoção total! O apartamento completamente vazio, maior do que parecia, e NOSSO! Encontramos os ex-donos dentro do apartamento. Ela nos deu uma pastinha super organizada com as notinhas fiscais dos metais (por causa da garantia), as instruções de limpeza do piso, dicas de como secar as roupas, um molho de chaves e um desejo super sincero de boa sorte. Eles desejaram que fossemos felizes aqui assim como tinham sido.

Na hora de sair para ir embora eles choraram. Sabiam que iam sentir falta daqui. Mas a vida é assim mesmo – coisas boas ficam para trás e coisas ainda melhores vêm pela frente.

E aquele era o nosso melhor momento até então. Era o nosso apartamento, a nossa casinha e o começo da nossa vida. Ficamos no apartamento por 1 hora, mais ou menos, contemplando o que tínhamos alcançado.

It was a Good Good night! 🙂

Com o Ok do maridão, foi a hora de correr! Tinham mais algumas pessoas interessadas no apartamento e precisávamos fazer a proposta.

A proposta parece ser a coisa mais simples do mundo mas não é! Quanto do valor vai ser em cash (também chamado de à vista – que não é tão à vista assim), quanto será financiado, quanto será resgatado do FGTS, qual vai ser a entrada, etc.

Fizemos a proposta e os donos aceitaram. Quando recebi a ligação da imobiliária, confesso que chorei. Nosso problemas tinham acabado (ou só começado) e só precisávamos marcar a data da Igreja.

Era verdade! Eu ia casar! 😀

Liguei pro maridão emocionada, emocionei ele também e choramos juntos (pelo menos eu acho que ele chorou).

Naquele final de semana trouxemos nossos pais ao nosso apartamento para ver o que eles achavam (nossa decisão já estava tomada, mas o aval dos pais é sempre bom, né?). Eles adoraram e acharam qeu fizemos um ótimo negócio – o que nos deixou muito mais tranquilos.

Para comemorar fomos tomar um café da manhã em família, na padoca pertinho da nossa nova casa. 😉

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