Ontem eu estava vendo umas fotos do casamento e vi de novo meu terço. Aí resolvi escrever sobre ele hoje.

Eu já falei aqui que não fui uma noiva normal. Uma das minhas escolhas foi de não usar véu e por isso inventei que queria alguma coisa diferente para ter comigo na hora de entrar na Igreja. Coloquei na cabeça que eu queria um terço e parti atrás dele.

Achei terços para aluguel (pela pechincha de R$1800), achei terços horrendos e achei terços lindos (como o meu, que eu amei).

Obviamente que a minha decisão veio em cima da hora, então eu não tinha muita escolha. No meio de Julho tinha uma daquelas feiras gigantescas de noivas no center norte. Saí um dia do trabalho, atravessei a cidade e (duas horas depois) cheguei na feira.

Juro que nem dei muita volta. Os estandes com os enfeites de cabelo estavam perto da porta de entrada…Vi os que mais gostei, perguntei o preço, dei uma volta e rezei pra achar o meu quando eu voltasse.

Comprei e fui pra casa. Quando o maridão me ligou naquele dia e perguntou onde eu tinha ido, eu desconversei. O tempo passou, e lá estava eu, entrando na Igreja.

Pega o buquê, segura, arruma o terço e vamo que vamo. Para mim, o terço tinha passado despercebido, mas quando entramos no carro depois da Igreja recebi um elogio na lata: O maridão tinha adorado! Disse que foi a primeira coisa que ele percebeu quando entrei – ele amou. (Já valeu as duas horas de trânsito e o preço. Ahahaha).

É um detalhe bobo, mas hoje tenho uma coisa que é minha, que esteve comigo no momento mais emocionante da minha vida, e que, por mais que seja uma bijuteria (mas isso não signifique que foi barata), é lindo e será passado para a minha filha quando ela casar, e para a minha neta e assim por diante.

Ah, Sim. Tem os brincos de pérola também…Mas estes serão presente da mãe da noiva para ela, assim como o meu foi presente da Mamuska.

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