Outro dia eu estava no meio de uma reunião quando o celular tocou. Era o maridão e havia um tom de urgência na voz dele, mas falei que ligava de volta depois. Passei a reunião toda matutando o que seria tão importante. Afinal, ele estava de férias em casa e alguma “coisa” poderia ter acontecido. Quando saí da reunião e liguei pra ele, ele estava re-vol-ta-do!

Era uma quinta-feira e estava um calor insuportável em SP. Ele saiu para ir ao dentista, nosso padrinho de casamento Dr André Pincelli (viva o jabá!), e voltou para casa pensando em chegar e tomar uma cerveja gelada. Mas não era só uma cerveja gelada. Era a última cerveja gelada da geladeira.

Na hora que ele começou a contar eu já sabia o que tinha acontecido. Me lembrei de ter visto de manhã que só tinha aquela cerveja ali, sozinha, e que o maridão ia ter que colocar mais se quisesse beber mais do que uma cerveja. Ele foi contando e eu não acreditei. Ele estava furioso! Chegou em casa do dentista, abriu a geladeira e cadê? Cadê a cerveja?

Quinta é o dia que a diarista vai em casa. Ou seja: cerveja!!!! Ela tinha tomado a cerveja do maridão e ele tinha todo o direito de estar revoltado. Mas  a revolta tem quê de indignação. Como ela pode pegar a cerveja? E ainda por cima a última gelada? E ainda não colocar nenhuma no lugar?

 

Ela foi meio burrinha! Tinha cerveja quente e ela nem se deu o trabalho de colocar na geladeira. Se tivesse colocado, talvez ele nem tivesse percebido. Enfim, no próximo dia que ela foi em casa o maridão a chamou para conversar. Eu fiquei quietinha, ouvindo tudo. E não é que a moça ainda falou pra ele: “Tomei sim…Eu estava com vontade, ué”.

Dá pra acreditar?

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