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Sim…Parte da vida de casada é cozinhar (vamos deixar o limpar e lavar de lado no momento. :))

Quando você casa e não cozinha nada, as coisas mais simples do dia-a-dia são um pé no saco. Na casa da mamãe você chegava e a comida estava prontinha e quentinha…No meu caso (e na vida de casada quando não se tem uma secretária do lar todo dia ou cozinheira), eu chego em casa e tenho que preparar o jantar do dia.

Confesso que no começo eu me empolgava mais para cozinhar. Acho que eu entrei numa onda “preguiça” que eu chego em casa e não tenho vontade nem de colocar o nuggets para assar, mas ok. Este não é o foco deste post.

Voltando….Quando eu cozinho, e eu adoro cozinhar e inventar coisas, tenho “saco zero” para descascar alho, picar cebola, lavar alface. São coisas simples, mas que são meio massantes quando você tem que fazer todo dia.

Eu tento adiantar estas coisas o máximo que posso. Ou seja: lavo o alface todo de uma vez (quando estou no clima), descasco e pico o alho numa tacada só e pico a cebola bem pequenininha também.

Mas eu não sou uma master chef pra saber fazer isso no melhor estilo “Top Chef”. Uso mesmo o meu mini-processador que ganhei de presente de casamento.

E devo confessar, é uma maravilha. Você corta a cebola em 4, coloca lá e tchuf! 20 segundos depois, cebolas picadinhas pequenininhas que quase somem na comida. Descasco todo o alho que compro, coloco lá e voilá. Alho picadinho e bem melhor do que o que você compra pronto no mercado.

 

Não uso sempre, pois sempre faço o bastante pra durar…E guardo em um potinho de vidro com a tampa bem fechadinha pra durar bastante. No fim das contas, a comida fica mais gostosinha e o maridão fica mais feliz! 🙂 E olha que depois que você se acostuma, fica difícil não usar. Fui pra casa da Mamuska estes dias, procurei um desesperadamente e não tinha.

Fica a dica pra quem está fazendo a lista de casamento, pra quem já fez e não pediu (mas pode comprar porque é baratinho e vale à pena), ou pra você, cozinheira de plantão que também não tem muito saco pras miudezas da cozinha. 😉

Quando eu fiz minha lista de casamento coloquei todos os tipos de apetrechos. Só de escorredor de macarrão e variáveis eu ganhei 3.

Quando chega a hora de decidir o que vai ser trocado e o que fica você tem que acabar priorizando a funcionalidade X o espaço que você tem para guardar as coisas. Pois bem. Dos três eu decidi ficar com uma panela alta, que tem a tampa furadinha, igualzinha a esta:

Escolhi ela pela funcionalidade de me deixar preparar também outras coisas, por ser uma panela também e por ser fácil de usar: você segura  tampa fechada, vira a panela de cabeça pra baixo e escorre a água.

Facinho, né? Pois bem. É super fácil até você precisar realmente fazê-lo. Tive duas tentativas:

1) Sozinha com maridão em casa

O macarrão estava super no ponto. Peguei minhas super luvinhas e parti pra cima da panela. A sorte foi que, pra garantir, coloquei uma super peneira de silicone que eu tenho dentro da pia porque eu sabia que podia dar merda. E deu. Assim que eu virei a panela eu não consegui segurar direito a tampa e o macarrão caiu todinho dentro da peneira. Mas ok. Estava limpinha e toda a água escorreu. O maridão nem ficou sabendo.

2) Eu, Maridão, Cunha e Cunho em casa. As primeiras visitas para quem eu realmente cozinhei (sentiu o drama, né?)

Fiz um super molho de Chili, bem apimentadinho e fui tirar o Penne da panela. Todos estavam na sala conversando (que é imediatamente grudada na cozinha, devido à ampla disposição do nosso apartamento de 60 metros).

Desta vez eu já sabia que a panela podia me enganar. Por isso fui preparada e com mais “força” para segurar a tampa. Só esqueci da peneira, mas estava tudo sob controle. Eu tinha o meu plano bolado: “vou escorrer a água bem devagarinho sem virar muito a panela. Quando estiver no finalzinho eu viro um pouco mais e pronto”.

Todos na sala conversando, ninguém prestando atenção e mim e eu fui. O plano foi executado com perfeição, exceto pela “viradinha” no final. Eu consegui escorrer 95% da água da panela e quando fui dar a “viradinha” meu macarrão foi inteirinho pra pia!

Eu, como não esperava aquilo, não me aguentei e soltei um modesto “Ugh” que fez com que os três estivessem na cozinha no instante seguinte e dando risada da minha cara.

Meu Cunho no mesmo instante em que chegou já me ajudou a salvar o macarrão (a pia estava limpa, ok?). Demos aquela lavadinha básica, com bastante água, colocamos na panela com o molho e mandamos ver. Conseguimos salvar o suficiente para jantarmos e repetirmos o prato – ficou muito bom!

Neste dia decidi que, por mais que a gente não tenha espaço, em alguns pontos não vale à pena fugir do tradicional e passar carão na frente das visitas!

E não tive dúvidas: parti no dia seguinte atrás de um escorredor de macarrão decente. 🙂

Receber visitas é uma arte.

Tem o timming certo de colocar o Doritos no potinho, porque se não ele murcha.

Você precisa também saber o que as visitas bebem (ou gostam de beber), porque é meio chato a pessoa pedir algo que você não tem em casa.

Você precisa saber do que as visitas gostam, porque de que adianta você servir geléia de pimenta com cream cheese se a pessoa não gosta da combinação salgado-doce?

Você precisa pensar na variedade de petiscos e inovar (porque depois da décima visita você é que não vai aguentar mais Doritos e bolinhas de amendoim).

E você precisa pensar nos potinhos, onde servir os pestiscos. Você precisa pensar nas espátulas, caso sirva patê. Precisa lembrar do guardanapo – este eu sempre esqueço.

Tem que rolar toda uma preparação, um stress pré-visitas e ainda assim, quando eles chegam, você não está totalmente preparada. Principalmente quando você é recém casada, porque você ainda não se acostumou com todo esse ritual, com tudo o que você pode servir e com todos os apetrechos que você tem, ou não, em casa.

E quando você acha que completou todas as etapas de preparação, você ainda se surpreende: você não tem onde servir os deliciosos amendoins crocantes verdinhos.

Pois eu não tive dúvidas: coloquei o saquinho inteiro no copo americano! 😉

Não. Ele não foi em casa e este não é mais um post de receitas!

Passamos metade de nossa lua-de-mel no Caribe em uma ilha que é metade holandesa e metade francesa: St Maarten. Eu já tinha ido para lá com os meus pais, mas o maridão não. Quando começamos a procurar destinos no Caribe foi meio que automático. E como meus pais vão para lá sempre que tiram férias, pedimos diversas dicas.

Uma delas era o restaurante francês Brasserie de la Garre. Um restaurante super charmoso, na beira da marina de Marrigot, lado francês da Ilha. Uma vista LINDA para o pier, barcos ancorados, gente charmosa passando e passeando!!!

No segundo dia decidimos ir almoçar lá e experimentamos a dica. Eu comi frango com molho de ervas e talharini e o maridão comeu lindos e parrudos camarões com molho creole (típico da culinária local). Eu, como sou alérgica a camarão, fiquei babando no prato dele de tão bonito e apetitoso.

Como gostamos muito, decidimos voltar lá no nosso Jantar Romântico “oficial” da lua-de-mel, em um dos últimos dias de viagem: beliscamos couvert, escolhemos os pratos e pedimos uma champagne para acompanhar. Já estava perfeito, mas não sabíamos que ia ficar ainda melhor.

Depois de 5 minutos que nos acomodamos a parte do Jantar Perfeito começou. Não descobrimos o porque, mas acabou completamente a luz na marina. Todos os restaurantes em volta do pier estavam completamente apagados. Nenhuma luz. Apenas o barulho do mar e as pessoas conversando. E nós ali, sentadinhos, com baguetes, manteiga Président, champagne, na lua-de-mel e curtindo o melhor momento de nossa vida.

O Francês nos trouxe velas, que deixou o jantar ainda mais perfeito. Nossos pratos vieram em seguida: Frango com molho creole e vegetais e o maridão repetiu a dose de camarão. O jantar fou seguido por deliciosos petit gateaus e mais champagne para acompanhar.

Ficamos conversando mais algum tempinho, tomamos nossa champagne, curtindo o momento propiciado pelo “além”, pela luz de velas e pela cozinheira fantástica do restaurante, que nos deixou extremamente “felizes”.

Pagamos a conta, fomos passear pela marina e a luz misteriosamente voltou, assim como tinha ido embora.

Just Perfect!

Quando você casa aos poucos, por mais que você não saiba, você adquire dotes culinários.

Eu já falei do arroz, mas como fiz várias outras coisas gostosinhas também vou começar a colocar umas receitinhas aqui.

Quem quiser contribuir, sinta-se a vontade. Vou postando aos poucos – mas juro que não quero que isso vire um blog culinário, senão eu viro a Palmirinha!

Eu não entendia como fazer uma coisa tão simples quanto arroz poderia ser complicado até decidir casar.

Dias antes do casamento, em um almoço de domingo na casa da minha sogra fomos aprender como fazer arroz. Ela explicou o passo a passo, eu e maridão obervando tudinho e “entendendo”.

Pois bem. Casamos, mudamos, fizemos mercado. Eis que chegou o dia do primeiro arroz. E do segundo, e do terceiro e do quarto.

O primeiro arroz ficou praticamente uma sopa, refletindo a minha ansiedade em tirá-lo do fogo para ver se estava bom. Obviamente neste dia eu já não lembrava mais nenhum passo do “how to do” que a minha sogra nos passou.

No segundo dia eu me contive um pouco mais e deixei ele mais um pouquinho no fogo. Ficou médio, posso dizer. Tinha alguma coisa estranha, mas que eu preferi não refletir a respeito.

O terceiro arroz ficou perfeito. Sequinho, cozido, soltinho, sem ficar muito papa no fundo, exceto por um pequeno detalhe: o sal. Eu fiz o arroz toda concentrada para acertar e esqueci de por a merda do sal. Como tenho um marido muito compreensivo e necessitado de sal no arroz, ele falou que estava ótimo e tascou sal no arroz. (Nota: sem sal ficava literalmente incomível).

No quarto arroz da vida de casado eu me dediquei: lembrei de tudo que eu tinha feito até então no arroz número 3, obviamente pegando o sal em primeiro de tudo. Põe água para ferver na chaleira, põe oléo na panela, coloca o alho picadinho, deixa dar uma fritadinha. Fritou? Coloca o arroz, mexe bem até sumir um pouco do brilho do óleo. Quando estiver “fritadinho”, completa com água fervendo, mexe bem e coloca o sal.

Como este tinha sido o meu erro no arroz anterior, me dediquei. Coloquei sal, experimentei, coloquei mais sal. Quando a água estava secando furei o arroz com o cabo da colher de pau, vi se tinha água no fundo, se estava sequinho e ele estava PERFEITO!!!!

“Maridão!!! Tá na mesa” (Os acompanhamentos estavam sendo feitos paralelamente, pois sou uma cozinheira multitarefas, viu?)

Ele admirou meu arroz. Se serviu com gosto. Arroz, brócolis e peito de frango.

Eis quando ele deu a fatídica primeira garfada. Para falar a verdade os dois deram a primeira garfada juntos. Eu, como cozinheira, me contive e perguntei o que ele tinha achado.

A resposta veio com gargalhadas (minhas e dele). Eu me dediquei tanto, mas tanto, que tinha mais sal do que arroz na panela. No medo de errar de novo acabei estrapolando horroooores no sal. Esqueci daquela provadinha básica que todo mundo dá na água que está cozinhando o arroz.

Apesar do sal com arroz, comemos muito bem. E tomamos também uma garrafa de 1,5 litros de Coca Cola no jantar.

Aprendi a lição. Do quinto arroz em diante o sal está sempre por perto e a primeira coisa que eu faço é experimentar o arroz. 🙂

O primeiro jantar com visitas em casa é uma delas.

Chegamos da lua de mel no sábado e na sexta seguinte já tínhamos convidado dois casais amigos e padrinhos para irem em casa. Com toda a inexperiência culinária de recém-casados e até pela praticidade de um primeiro jantar em casa, decidimos pedir pizza.

O problema é que tínhamos acabado de mudar pra região e não conhecíamos NENHUMA pizzaria. O Maridão pegou alguns cardápios na agência em que trabalhava e levou pra casa.

Escolhemos todos juntos o que parecia ser mais bonitinho, escolhemos os sabores e fizemos o pedido.

Só esquecemos do fato que aquela era uma pizza “de agência”. Quem trabalha em agência ou costuma virar noites no trabalho, sabe qual o tipo de pizza que eu estou falando: Borda dura, mozzarella extra oleosa, meia dúzia de azeitonas com mais caroço do que azeitona. Além disso, a pizza já chegou fria e dura. Um fiasco total.

Quem sou eu?


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