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A primeira noite em uma nova casa é, sem dúvidas, algo diferente…Quando é sua noite de núpcias é ainda mais.

Afinal, não é um hotel, ao qual você não tem apego nenhum. Aquele é o seu novo lar, na sua primeira noite de casada. Aquelas são as suas coisas que você lutou, batalhou e brigou para conquistar e finalmente, aquela primeira noite é o marco desta conquista… o que acabou fazendo com que a nossa noite de núpcias fosse ainda mais especial.

Nosso casamento terminou lá pelas 5 da manhã, com as luzes acesas, garçons limpando o salão, nós dois e mais alguns amigos ainda comemorando e tomando champagne.

Viemos para casa de táxi, vestidos de noivos (experiência estranha) e chegamos em casa carregados de doces, tortas e bolos. Eu estava desesperada para tirar o vestido (que a esta altura o espartilho já estava me apertando demais), e os dois estávamos cansadíssimos.

Nos deparamos com uma super surpresa que o papito tinha feito para nós, que falei neste post aqui, e em uma casa novinha em folha. A nossa casa. Estávamos tão ansiosos pela nossa casinha, que não tinha lugar melhor para passarmos a noite de núpcias.

Nossa cama, nossos móveis, nosso chuveiro, nossa sala de jantar. Nos primeiros momentos é difícil se achar, entender que aquela é a sua nova casa e praticar o desapego de viver na casa da mamãe do papai. Mas quando você sai para ir para a lua-de-mel já dá saudades e vontade de voltar correndo.

Lembro que dormimos muito mal…Ainda agitados por toda a comemoração e ansiosos pela lua-de-mel, mas com uma sensação boa de finalmente ter “conseguido”. Estar muito muito muito feliz, acordar para ir no banheiro sem saber direito por onde ir, pegar um copo de água no meio da noite sem ter água filtrada, congelar os docinhos do casamento para comer quando voltar da lua-de-mel sem saber direito onde eu tinha guardado os potes ( e se eu podia mesmo congelar os docinhos), me arrumar com as roupas que eu nem usava tanto assim e foram as primeiras a vir na mudança, correr para o descanso enfim merecido depois de 6 ou 7 meses de reformas e preparativos para o casamento. Estas foram as primeiras sensações que eu lembro de ter dentro da minha casa.

Hoje, quase 1 ano depois, me peguei lembrando daquela sensação esquisita e satisfatória e vim correndo para o blog escrever. A casa, que antes era desejada, mas ainda uma estranha para nós, agora é a nossa Home Sweet Home! 😉

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No dia do meu casamento!!!

Eu já falei do meu dia da noiva aqui, mas o que eu não falei foi que no dia do meu casamento o meu pai sumiu.

Eu estava lá, toda nervosa, me arrumando para casar e precisava (entenda que no dia da noiva, você pode precisar o que você quiser) de pães de queijo. Isso porque na aula de noivos o padre tinha falado que uma das causas mais comuns dos noivos passarem mal no altar era por não terem comido nada e eu não queria passar mal…portanto, precisava dos pães de queijo.

Sendo assim, pedi para o papito ir até a padaria perto de casa para comprar pães de queijo pra mim. Queria comer antes de comceçar a me maquiar para poder escovar os dentes…O problema é que ele sumiu!

Acho que passaram umas duas horas até ele voltar pra casa e neste meio tempo meu irmão estava vindo nos encontrar. Ele passou na padaria e comprou meus pães de queijo.

Meu pai apareceu uma hora depois com alguma desculpa esfarrapada de quem tinha ido resolver alguma coisa muito importante. Note que uma coisa muito importante no dia do casamento da sua filha era meio que estranho…Há algo mais importante (e desesperador) para um pai do que sua única filha mulher casando???

A esta altura eu já tinha comido todos os pães de queijo, escovado os dentes, me maquiado, e estava quase indo me vestir. Ele se vestiu rapidinho e fomos pra igreja.

Com todo o corre corre de casamentos, nem lembrei de contar pro então recém-marido o que tinha acontecido e aproveitamos a festa.

Quando chegamos em casa depois da festa* eu descobri o que ele tinha tramado a tarde toda:

Nosso apartamento estava todo decorado com pétalas de rosas na sala e na cama, uma caixa linda de trufas de chocolate e um champagne geladinho na geladeira, esperando por nós. Além disso, toalhinhas bordadas lindas e recadinhos desejando muitas felicidades para nós…Desmanchamos na hora!

O sumiço deixou a noiva desesperada, com fome e brava, mas valeu à pena!

Thanks, Papito e Mamuska!

* Nossa noite de núpcias foi em casa. Depois de 6 meses de reforma do apartamento, quando ele estava finalmente prontinho e esperando por nós, tudo o que mais queríamos era passar nossa primeira noite de casados na nossa casinha e não em um hotel. Com o toque especial que recebemos de surpresa, não faltou nadinha!!!

Eu amo potes. Potes pequenos, potes médios, potes grandes e potes gigantes. A gente nunca sabe quando vai precisar de um pote, né?

A pior coisa que tem é você precisar de um pote pequeno e não ter. Ter que guardar bastante comida em algum lugar e não caber no pote que você tem, enfim…

Bem antes de casar minha mãe me “iniciou” no mundo dos Tupperwares – os originais. Um mais lindo que o outro, um mais caro do que o outro (afinal, Tuppeware de verdade dura pra caramba e vale o investimento).

Casei com uns 20 Tupperwares diferentes pra “coleção”. Uns 20 dias antes do casamento fui na Etna com o maridão pra comprar algumas coisas que faltavam pra casa e vi um super kit de 20 potes, por R$19,90. Uma pe-chin-cha!!! No kit tinha até pote pra guardar uns 2 caroços de azeitona, juro.

Não dei bola pra cara feia do maridão (“Mais potes, Aninha????”) e comprei meus super potes. Com isso descobri que eu realmente era compulsiva por potes. Parecia criança em loja de brinquedo, sabe? Não aguentei chegar em casa e abri o pacotinho no carro mesmo pra ver como eles eram.

Depois que casei descobri que não basta termos potes de plástico. Os de vidro também são super necessários para você colocar direto no micro, por exemplo. Ou seja: Mais potes!

Hoje eu mal paro em casa, mal tenho lugar pra guardar tantos potes, mas eles estão lá, prontos para tudo o que eu quiser guardar! 😉 Acho que eu tô meio obcecada, não?

E porque não o meu ponto de vista?

Não é preciso conviver com uma mulher diariamente para saber alguns detalhes do comportamento feminino. Isso parece tudo muito claro, até que se viva na pele algumas dessa pequenas manias.

Sim é verdade que nós homens também temos algumas peculiaridades que nascem dentro nós. Um exemplo rápido e básico é o comportamento em um estádio de futebol (ainda mais aqui no Brasil). São milhares de homens juntos, abraçados, algumas vezes sem camisa, cantando, pulando, chorando, xingando e, nos casos mais exaltados, até brigando como se o mundo estivesse acabando. Assim como em alguns pontos eu sou uma excessão se comparado com a maioria dos homens, minha esposa também é, ou seria.

Em um sábado não muito distante, saímos de casa a pé para comer e já na ida fui avisado: “depois vamos passar naquela loja de sapato porque eu preciso pegar um brinde!”. Eu achei estranho aquele argumento. Oras, um brinde?
Fomos ao restaurante e após a refeição, inevitavelmente a hora de ir até a tal loja havia chegado. Tentei fingir que não lembrava, mas não teve jeito. Ao chegar na loja me contentei. Bem, em pleno sábado, quem estaria numa loja de sapatos fora de um shopping? Não seria tão difícil.

O otimismo acabou antes que eu pudesse concluir o pensamento. Ao entrar na loja, vi mulheres de todos os jeitos, não estilos. De pé, sentadas, penduradas no lustre, sorrindo… os poucos homens, se não estavam segurando um bebê andando de um lado pro outro, estavam experimentando sapatos com uma mulher do lado dizendo “Amooooooor, olha esse DA QUI!”

Fui ágil em estipular um tempo limite de permanência naquele ambiente selvagem. Após o trato feito, caminhei lentamente para procurar um sapato pra mim enquanto ela desaparecia na multidão. Não aguentei ficar 5 minutos.

Voltei para procurá-la e quando encontrei, vi uma das cenas mais chocantes de minha recém vida de casado. Eu nunca tinha visto minha esposa tão familiarizada em um ambiente estranho em tão pouco tempo. Ela sorria, olhava sapatos como se fossem todos de graça. Ela e as inúmeras mulheres em volta se comunicavam com olhares e gestos, sem falar uma palavra. Uma soltava um sapato, a outra automaticamente pegava. Uma procurava nas prateleiras e encontrava o seu preferido nos pés da outra.
Ela reconheceu minha cara de assustado e colaborou: “Não gostei de nenhum mesmo. Vamos embora.”

Na saída, com habilidade nata de uma pessoa vivida, ela chegou a porta de saída em 1 minuto e ficou esperando mais 5 até que eu conseguisse driblar todos os obstáculos.

Voltando de mãos dadas e rindo da situação, eu perguntei sobre o brinde. “Putz, esqueci de pegar!!”

É engraçado como quando você casa, de repente, tem mil coisas pra resolver ao mesmo tempo. Antes eu morava com a minha família e não percebi que ter uma casa, uma vida, um carro, um apartamento, dá trabalho e muito.

De repente começa uma chuva super forte e a empregada te liga no meio de uma reunião. Você tem que jogar tudo pro alto e sair correndo, porque está entrando água pela janela. Ou você fica sem carro (antes eu pegava o da Mamuska emprestado) quando o seu está na concessionária. Ou você esquece de coisas simples, com as quais não tinha que se preocupar antes, pois sempre tinha alguém em casa pra te ajudar.

E eu sou esquecida, viu? Ah, como sou! Já esqueci de deixar o dinheiro pra empregada e tive que sair correndo na hora do almoço, já pedi delivery de supermercado e esqueci de avisar o porteiro, já chamei assistência pra retirar uma almofada do sofá em casa e esqueci de deixar a almofada na portaria, e por aí vai…. São coisas super simples e sim, você esquece!

Mas eu não tinha ideia que poderia insistir no erro (ou esquecimento) e foi o que aconteceu ontem.

Quando levei meu carro na concessionária, há umas 2 semanas, esqueci a chave de casa no chaveiro do carro. O maridão ia trabalhar até tarde e eu tive que ficar esperando ele chegar na portaria. Resumo: fiz estágio com o porteiro. Aprendi onde é melhor parar o carro, quem são os vizinhos legais e os chatos, quem briga com quem e tudo que estava acontecendo no prédio. Aprendi a abrir o portão dos carros e a porta dos pedestres

E ontem tive que levar o carro na concessionária e o maridão trabalhou até tarde de novo. Quem disse que eu lembrei de tirar a chave do chaveiro? Resumo: estágio com o porteiro de novo!!! Sem contar que ontem estava caindo uma suuuuuuuper chuva.  Garota aplicada que sou, ajudei o porteiro a abrir porta do elevador, abrir portão, fechar portão, entregar correspondência, conversar com moradores e até a registrar a saída e entrada de visitas! 🙂

Eu me esqueço de muitas coisas, mas este risco não corro mais: estou providenciando diversas cópias da chave para deixar em todas as bolsas que tenho e na carteira  e não precisar mais estagiar!

Eu sempre morei em casa. Todos os meus 27 anos eu só me lembro de como é morar em casa.

Quando decidimos casar decidimos morar em SP e obviamente mudamos para um apartamento. Foi uma mudança grande mas pra mim as principais diferenças estão em: ter que chegar em casa e manobrar direitinho, pros vizinhos não acharem que você é braço e pra não tirar lasquinha do carro, pegar elevador pra chegar em “casa” (pra mim sempre foi um caminho até a porta e pronto) e os porteiros.

E nesta última diferença temos o tema deste post. Porteiros são pessoas cruciais no seu dia-a-dia se você mora em prédio. Eles te ajudam a deixar o moço da manutenção da máquina de lavar vir fora do horário permitido pelo prédio, te deixam usar duas vagas da garagem em emergências (ou nem tanto) quando você só tem uma vaga e propiciam momentos de interação engraçados.

Um dos porteiros do meu prédio é super prestativo. Me ajuda todos os dias quando chego com compras, segura o elevador e aposta caixas de cerveja sobre jogos de futebol com o maridão. Mas pra mim o melhor approach são os convites.

Todas as contas que chegam para nós ele entrega falando que os convites chegaram.

Eu não entendi a primeira vez porque nem tinha visto os envlopes, e ele explicou: “É um convite, Dona Ana. Convite a pagar a conta. Se não aceitar o convite já sabe, né?” 😉

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