You are currently browsing the tag archive for the ‘buscando apartamento’ tag.

Com o Ok do maridão, foi a hora de correr! Tinham mais algumas pessoas interessadas no apartamento e precisávamos fazer a proposta.

A proposta parece ser a coisa mais simples do mundo mas não é! Quanto do valor vai ser em cash (também chamado de à vista – que não é tão à vista assim), quanto será financiado, quanto será resgatado do FGTS, qual vai ser a entrada, etc.

Fizemos a proposta e os donos aceitaram. Quando recebi a ligação da imobiliária, confesso que chorei. Nosso problemas tinham acabado (ou só começado) e só precisávamos marcar a data da Igreja.

Era verdade! Eu ia casar! 😀

Liguei pro maridão emocionada, emocionei ele também e choramos juntos (pelo menos eu acho que ele chorou).

Naquele final de semana trouxemos nossos pais ao nosso apartamento para ver o que eles achavam (nossa decisão já estava tomada, mas o aval dos pais é sempre bom, né?). Eles adoraram e acharam qeu fizemos um ótimo negócio – o que nos deixou muito mais tranquilos.

Para comemorar fomos tomar um café da manhã em família, na padoca pertinho da nossa nova casa. 😉

Anúncios

E chegou a hora de dar meu testemunho sobre a “saga da busca do c* da casa nova”. Minha versão da história tem algumas diferenças com relação ao testemunho da minha esposa. E prepare-se, sou detalhista!

Primeiro, esses quase 12 meses que passaram até encontrarmos nosso cantinho não podem passar em branco neste post.
Baseados em conselhos, decidimos começar independentes, afinal os corretores de imóveis fazem parte de uma raça a qual a ciência ainda não conseguiu explicar direito.

Mas por onde começar?  De maneira aleatória começamos a rodar pela cidade, felizes e imaginando como seria se encontrássemos o certo. E não é que encontramos um prédio com uma placa de “vende-se” que tinha nossa cara? Pois é. Na primeira rua, primeiro dia, sem muito esforço. Paramos na frente do edifício na Lapa e a Aninha foi a escolhida para descer e perguntar sobre o apartamento a venda. Eu fiquei lá só esperando dentro do carro e pensando: “pfff essa foi moleza!”. Ela voltou em poucos segundos, com um sorriso constrangido. Ao entrar no carro, ela olha pra mim e diz: “É, acho que estamos perdidos. O apartamento está a venda por X mil reais.” Ficamos mudos por um segundo e começamos a rir pela nossa falta de noção. Claro que o prédio era lindo e perfeito, mas estava só 8x fora de alcance.

A partir daí, todo fim de semana era a mesma coisa. Ruas de Perdizes, Lapa, Vila Olímpia, Itaim e Pompéia sendo vasculhadas e em a cada prédio a gente parava o carro, tirava no “par ou ímpar” e o perdedor descia para fazer a famosa pergunta: “Tem algum apartamento a venda aqui?” Parece simples, mas para nós dois aquilo era uma tortura. A resposta era quase sempre: “Tem não, senhora.” Claro que depois do trauma na Lapa, a gente só parava nos prédios mais feios para fazer a pesquisa. Esses sim, estavam na nossa verba.

Depois de nos rendermos aos famosos corretores, começamos a conhecer apartamentos dos mais estranhos estilos. E teve um prédio que ficou como Top Fail. Foram dois apartamentos vistos neste mesmo lugar. E aqui tem o segundo ponto que eu lembro de uma maneira diferente da Aninha. Eu lembro que teve um apartamento em que o chão era todo rosa perolado e no caminho para os quartos tinha uma porta amarela igual a de um Saloon. Como não tínhamos muitos dinheiros para reforma, nos matamos de rir e fomos embora.

Após um longo período de visitas acompanhadas por um corretor suspeito e um sentimento de semi desespero, a patroa começou a procurar por conta própria em sites de imóvel. Era de manhã, eu estava a todo vapor no trabalho – tá bom, publicitários são lentos de manhã, mas neste romance, eu estava uma máquina – e meu telefone sinalizou uma ligação da namorada. Eu atendi e ela estava agitada. Finalmente tínhamos chegado ao final da busca. Ela tinha encontrado o apartamento que fez seu sininho tilintar como nunca. Eu fiquei eufórico de felicidade. Levantei da minha cadeira e fiquei andando ao lado da impressora na agência como se ninguém precisasse usá-la. Eis que na conversa surge um: “mas amor, me promete uma coisa?”.

Epa, vamos com calma! Quando mulheres mandam essa máxima no meio de um diálogo, tem coisa. Se era o lugar ideal, porque eu tinha que prometer algo? No futuro eu aprenderia porque elas são tão incríveis. Porque as mulheres fazem o que querem com os homens. São estrategistas natas, não existe frase mal pensada. Elas sabem exatamente como começar para terminar do jeito delas. Que fique claro que sou fã dessa habilidade já citada aqui.

Ok, voltando… ela finalmente mencionou o tal prédio velho como o local do apartamento. O engraçado é que ela tinha esperança que eu não lembrasse. “Anota aí o endereço. Rua tal…” quando eu ouvi o nome da rua, na hora perguntei se era no tal prédio. Danadinha, se eu não pergunto, ela não comentaria nada. E na sequência tive que fazer a tal promessa: ir visitar o imóvel sem preconceitos. Eu prometi mas fiz questão de afirmar que seria difícil achar algo interessante ali.

Terceiro e último ponto que divergimos em nossas versões: ela foi junto. Claaaaaro! Ela jamais suportaria ficar em casa enquanto eu julgava o lugar em que ela queria morar pelos próximos anos. Lembro-me que descemos no andar certo, ela olhou pra corretora e disse “deixe ele entrar na frente, para ter a mesma sensação que eu”. Fazendo toda uma pressão psicológica.

Quando a porta se abriu a sensação foi indescritível. Eu descobri o que é ouvir os sinos tilintando. Eu me vi naquele apartamento desde o primeiro instante. Claro que como bom homem que sou, me mantive cético. Não esboçava nem um sorriso, olhando tudo como se fosse um avalista da Caixa Econômica Federal. O que ela não sabia é que eu tinha certeza em meus pensamentos de que finalmente a procura tinha acabado. A corretora não sabia se falava, se chorava, se corria e a Aninha fazendo seu papel:

– Ooooolha amoooor, tem armááário, tem piiiiiiiiso, olha esse sofá… ahn??
– Aninha, se a gente comprar, o sofá vai sair.
– É verdade, mas da pra notar que o apartamento tem potencial, né?

Eu mantive minha postura séria até final. Quando saímos do prédio e nos despedimos da corretora, fomos almoçar para conversarmos sobre o tal apartamento. Neste momento eu pedi uma cerveja, olhei pra ela e disse “vamos comemorar porque finalmente vamos casar!”

É simplesmente incrível como nos sentimos bem aqui. Desde nosso apto, até os moradores e funcionários do condomínio.
Achamos um lugar iluminado de felicidade.

Apartamento achado, eu estava apaixonada! Era aquele e ele seria meu!

Liguei pro maridão assim que me separei da corretora, implorando para ele ir ver um apartamento que eu tinha amado. Como eu falei, eu precisava convencer ele…. A conversa foi mais ou menos assim:

Eu: Oi Amor, tudo bem?

Maridão: Oi!!! E aí, como foi?

Eu: Amor…Eu achei a nossa casinha. Juro!!!! Você precisa ver. É lindo! O sininho bateu!

Maridão: Nossa Que legal, Ni. Eu posso tentar ir amanhã na hora do almoço…Onde fica?

Eu: Então, amor….Lembra daquele predinho que o corretor nos mostrou o apê do chão rosa e da portinha de cowboy?

Maridão (Me interrompendo….): Nem ferrando, Ni. Eu não vou morar ai. Juro. Eu não vou. Posso até ir ver o apartamento, já que você gostou tanto, mas já estou te avisando. Eu não moro naquele prédio.

Eu: Poxa, amor…Eu realmente gostei do apartamento e ele está dentro da nossa verba. Eu acho que você deveria ir ver, mas sem pré-conceitos. Esquece tudo que a gente viu lá. Foi difícil pra mim também, mas quando vi o apartamento, babei!

Maridão: Tá bom, Ni. Marca com ela na hora do almoço…Mas eu estou indo ver só pra matar a curiosidade e ver o que você gostou, mas já estou te avisando, hein?….

Eu: Te amo!

No dia seguinte eu roí todas as minhas unhas. Enquanto ele não me ligasse, eu não iria sossegar. Eu estava de férias e podia ter ido com ele, mas acho que fiquei com medo…

Com a verba e a região escolhida, confesso que as coisas ficam mais fáceis.

Achamos um corretor na região que queríamos e começamos a procurar. Confesso que ele era meio louco (acho que todos eles são) e sempre nos levava em apartamentos que eram muito mais caros do que a verba que a gente tinha. E pior: quando falávamos que não dava, ele ainda ficava puto!

Desistimos dele e comecei a procurar no Imóvel Web. Não foi a coisa mais fácil do mundo, mas você consegue restringir bastante as buscas por lá e é fácil encontrar corretores sérios e com um bom conhecimento da região.

Lembro até hoje o dia que vi o anúncio do meu. “Apartamento Ensolarado, boa localização”. Liguei pra corretora na hora. Tinha tirado uns dias de férias para ir atrás da casa nova e queria ir visitá-lo naquele dia. Pouco ansiosa, né?

Parte de mim não queria acreditar na informação do anúncio, porque eu desconfiava ser um prédio que já tínhamos ido antes com o corretor maluco. Ele tinha nos apresentado dois apartamentos em um mesmo prédio: um deles com o chão de todas as áreas de piso frio rosa perolado. Juro! Até o quarto era rosa. O outro tinha uma portinhola de cowboy dividindo a sala dos quartos. Ou seja: rolava um pré-conceito em relação ao prédio.

Quando vi que era o mesmo prédio eu murchei, juro. Não queria passar por aquele trauma de novo. Era muita coisa brega junta, sabe? E eu assumi que todos seriam daquele jeito, me esquecendo das fotos que eu tinha visto na internet.

A corretora foi na frente, abriu a porta e eu entrei. Acho que logo quando coloquei o primeiro pé dentro do apartamento eu já ouvi os sininhos baterem lá no fundo. Fui vendo aos poucos sem deixar demonstrar muito a emoção….Era este!!!

Depois de 8 meses de buscas, ela tinha terminado. Agora eu só precisava convencer o maridão. 😀

A pergunta mais crucial quando você decide casar é “Alugar ou Comprar?”.

Eu e o maridão fizemos contas, muitas e muitas contas, e decidimos comprar. Entre pagar aluguel e pagar um financiamento, optamos pelo financiamento – já que no fim das contas estávamos investindo o dinheiro para algo que seria nosso.

Quando esta decisão está tomada, a pergunta muda: “Quanto podemos gastar?”. E a resposta para esta pergunta vai acabar norteando todas as outras decisões – como a região, metragem do apartamento, etc.

É importante também incluir nesta verba que você tem o quanto você vai poder gastar com reforma, já que isso deve influenciar muito a decisão. Um apê antigo recém reformado por R$200.000 pode ser muito melhor do que um no mesmo prédio, por R$170.ooo mas que você irá gastar muito maisdo que R$30.000 em reformas.

Obviamente, que se você decidir morar em um apartamento novo (recém entregue ou na planta), a definição da verba acaba sendo ainda mais crucial. Por exemplo: um apartamento de 42 metros quadrados na planta, pode custar mais de R$500.000 no Itaim e menos de R$150.000 em Osasco. Tudo vai depender de você, do seu desejo e do seu sonho.

Eu e o maridão decidimos a verba, pensamos na metragem dos sonhos e começamos a procurar. Em Alphaville conseguiríamos comprar um apê de 130 metros na planta, em perdizes um de 42 metros antigo e muito necessitado de reforma, e no Jardins um de 130 metros, acabado, que teria que ser colocado no chão para começar do zero.

Na busca encontramos de tudo: apartamento todo com piso de madeira, mas em baixo da cama do casal com piso frio (economia porquíssima, por sinal), apartamento micro na Av. Pompéia com um gato dormindo no sofá, as piores distribuições de quarto possíveis, Combo apartamento + móveis  (vinha com uma mesa de vidro triangular e horrorosa), chão rosa e até portinha de cowboy (esta parte específicamente vocês lerão mais pra frente).

Depois de 6 meses procurando o apartamento ideal, partimos para a decisão mais sábia no momento para nós: abrimos mão de um pouco da metragem que queríamos, mas era imprescindível ter 2 quartos. Abrimos mão de garagem coberta (já que onde morávamos nossos carros não ficavam no coberto mesmo), ficamos muito atentos ao valor do condomínio, e escolhemos a região onde queríamos morar (depois de muito procurar apês em Alphaville, Perdizes e Itaim).

Antes de decidir a região, no meio do caminho, quase compramos dois apartamentos: um em alphaville, na planta, que desistimos depois que as coisas que a vendedora nos disse não coincidiam com o memorial descritivo do prédio e outro antigo, aquele que vinha com a mesa de vidro triangular (o vendedor não queria negociar um centavo do preço).

Ufa! Agora era começar a procurar, tudo de novo.

Buscar onde morar pode ser a coisa mais difícil do mundo. No meu caso, queríamos achar logo, para poder marcar a data do casamento.

Mas não adianta! Como diria o sábio Papai, só quando “bater o sininho” é que vocês saberão que acharam o certo. E vou contar: até o sininho bater vimos e revimos milhões de apartamentos e demorou quase 1 ano.

A saga que aqui começa vai contar como fizemos pra achar a nossa casinha, mas antes acho que é útil ter algumas coisas em mente antes de começar a procurar o seu:

1) Saiba quanto você tem para gastar, e o mais importante: Comprar ou alugar?

2) Escolha a região onde você quer morar: Em SP tudo que fica entre a marginal tietê e a pinheiros é mais caro. Ex: Pompéia, Itaim, Pinheiros, Vila Olímpia, Brooklin, Etc… Se você decidir ir pro lado de lá das pontes como Osasco, Casa Verde, Morumbi, acaba sendo mais barato.

3) Pense no tipo de apartmento/casa que vocês querem: novo ou antigo, quantos dormitórios, quantos banheiros, com ou sem suíte, garagem coberta ou descoberta, área de lazer, etc.

4) Quanto vocês podem pagar de condomínio e IPTU? Parece uma pergunta boba, né? Mas eu e o maridão vimos um apartamento que o condomínio passava de R$1.500!!!

5) Estude a região em dias de semana e finais de semana. Tem farmácia, mercado e padaria perto? Onde as visitas vão parar o carro quando vierem te visitar? Parecem coisas bobas, mas que no dia-a-dia fazem uma suuuuper diferença.

6) Saiba quais são as opções de transporte público perto de onde você mora – você nunca sabe quando vai precisar.

Estas perguntinhas são básicas…Tem coisas que são mais importantes para uns casais e menos para os outros.

Para mim e para o maridão foram o suficiente para acharmos o nosso. 🙂

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

Se cadastre para receber as atualizações do blog por email! ;)

Junte-se a 57 outros seguidores