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Ir pra praia é uma delícia, né? Eu e o maridão não vamos faz tempo, mas já fomos muito. Nossa primeira viagem como namorados fizemos uma escala em Camburi e depois fomos para uma pousada em Maresias.

Uma pousada com um site legal, de um planfletinho que tínhamos recebido na porta da faculdade. Decidimos em cima da hora, ligamos, tinha vaga, estávamos no meio do verão e não pensamos duas vezes. Fizemos a mala e fomos.

Passamos um ou dois dias em Camburi na casa de amigas minhas e seguimos para Maresias. Achamos a pousada sem problemas, bem pertinho do Sirena. Era meio de semana então ela estava bem tranquila. (Faço aqui um parênteses pra comentar que a vida de estudante sem estágio é boa e a gente nem percebe, né? Quando, no meio de Janeiro, eu poderia jogar tudo pro alto e sair correndo pra praia????).

Fizemos nosso “check-in” e fomos para o quarto. O quarto era modesto e justo (pelo preço), tinha uma cama de casal, banheiro, TV, ventilador e ficava nos fundos da pousada.

Não pensamos muito, deixamos as coisas no quarto e corremos pra praia. Curtimos o sol, entramos no mar, fomos na Arena 89fm – minha cunhada e meu cunhado estavam trabalhando na Arena e este foi um dos motivos de irmos pra Maresias – saímos pra jantar e voltamos pra pousada na hora de dormir.

Nos arrumamos, colocamos pijama e deitamos pra dormir…Ou não. Quem já foi pra Maresias sabe que o Sirena fica perto de um morro, né? E lá perto deste morro é onde moram os pernilongos.

Nosso quarto, como deixamos de notar, não tinha portas ou janelas de vidro. Eram de veneziana (sabe como é? aquela cheia de ripinhas de madeira com um espaço gigante para qualquer pernilongo passar entre as ripinhas). Tentamos, por horas e horas, dormir.

Eu me cobri com o lençol para tentar afastar os pernilongos sedentos de mim e depois de algum tempo consegui dormir. Devo confessar que dormir com o zum zum zum na orelha foi difícil, mas uma hora o sono falou mais forte. O maridão não conseguiu. Passou horas vendo Jô de pé, dando voltas em torno da cama. Ficava andando de um lado pro outro, feito assombração. Vira e mexe eu acordava, mandava ele deitar e ele não me obedecia. Acho que uma hora ele deve ter sido vencido pelo cansaço e conseguiu dormir.

No dia seguinte, quando acordamos, estávamos putos da vida. Além disso, parecia que havia rolado um assassinato no quarto. O lençol estava cheio de manchinhas de sangue dos pernilongos que eu exterminei inconscientemente no meio da noite. Chamei o moço da pousada, mostrei o lençol e pedi pra ele trocar.

Fomos pra praia e acho que acabamos até tirando uns cochilos por lá (não me lembro porque faz muuuuito tempo). Mas quando voltamos para o hotel para a próxima noite, estávamos munidos: passamos no mercado e compramos um arsenal contra pernilongos – velas de citronela, minhoquinha verde em espiral (não sei o nome disso, mas quem vai pra praia sabe do que eu tô falando), SBP, OFF e mais algumas coisas.

Chegamos no quarto, passamos SBP pelo quarto todo (só o resultado do SBP já dava pra encher uma pá de lixo com pernilongos). Voltamos logo depois, tomamos banho (normal e de OFF – ehehehe), acendemos as velas e as minhoquinhas verdes. Em cada porta do quarto (porque sim, pra piorar o quarto tinha porta de serviços no fundo) colocamos duas velas e uma minhoquinha. Do lado de cada um na cama tinha mais duas velas e duas minhoquinhas. Só faltou mesmo colocar velas de citronela na barriga para dormir. Nos cobrimos com o lençol e capotamos.

Tivemos uma noite mais tranquila, aproveitamos melhor as nossas semi-férias e voltamos pra casa. Foi uma experiência diferente para a primeira viagem namorandinho, mas valeu à pena. Agora já estamos craques, mas acho que não voltamos nunca mais (e nem vamos voltar) pra Maresias. 🙂

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