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Sim…A reforma terminou há 1 mês já e as chuvas estão começando.

Ainda não passamos por nenhum perrengue com a varanda e pelo que parece deu tudo certo, mas ainda faltam chegar as super chuvas de verão pra gente tirar a prova.

Enquanto isso, eu fico aqui pensando: é engraçado como parece que a gente nunca tá feliz com o tempo, né? E São Pedro não dá muita força também…

Se estamos no inverno e está um puta frio, rezamos e imploramos para o verão chegar logo. Se estamos no meio do verão, com as chuvas nos pegando de surpresa a qualquer momento, reclamamos que o inverno é melhor porque não chove tanto e nem tem tanto alagamento… Não existe um meio termo? 😉

Pois é, gente. Eu tirei férias para acompanhar uma mini-reforma que precisávamos fazer no apê. Meus planos das férias estavam traçados: Segunda o pedreiro começa, termina na quinta, eu corro e faço um monte de coisa enquanto a casa está uma zona, arrumo tudo na sexta e parto pro Rio pro Show da DMB. Na segunda e terça eu passaria limpando o apartamento (Que férias, hein???)

Tudo lindo e planejado nos mínimos detalhes…Entre os “2 do’s” das férias estava preparar vários posts pro blog. E aí vocês me perguntam: Mas cadê??? Pois bem…Quase não consigo nem parar para respirar.

Tudo começou quando nossa máquina de lavar quebrou….Ficamos 2 semanas sem lavar roupa. Além disso, o Sr Pedreiro que deveria começar na segunda, só começou na quinta. Ou seja: de segunda a quarta eu lavei roupa (leia-se muuuuita roupa, cortinas, toalhas, roupa de cama, tudo atrasado de 2 semanas) e preparei o apê pra zona que iria começar…

A reforma é coisa pequena mas que tem uma quantidade de pó inversamente proporcional ao seu tamanho: GIGANTE!!! Nossa varanda estava alagando o apartamento. Tudo isso porque o piso que colocamos cobria o trilho da porta e não deixava a água escoar. Super simples: quebra aqui, cimenta ali, coloca o piso cá, pinta a parede acolá….Encapei tudo que era possível com lençóis, cobertores e forrei o chão com papelão de pintura…Mas o atraso do pedreiro mudou todos os planos.

Enquanto a casa estava de cabeça pro ar, ainda fomos em 2 shows da DMB…Mas isso é papo pra um próximo post!

Logo mais eu volto…Prometo!

Com tudo certinho e nada resolvido, é hora de marcar a primeira reunião na corretora de imóveis, dar o primeiro cheque e conhecer os donos. A Cunha Thá foi com a gente para ajudar, já que ela é uma super master advogada, e ia nos ajudar a não cair em possíveis ciladas da imobiliária.

Os donos (ou ex-donos?) eram super simpáticos e “estavam do nosso lado”. Tudo correu super bem e agora era a hora de correr atrás de um banco para pegar um financiamento. Parece super simples mas não é!

Milhões de papéis, assina daqui, rabisca de lá, envia tudo para aprovação. Espera, espera e espera mais um pouco pela resposta e, quando dá tudo certo, você ainda tem mais 400 folhas para rubricar e assinar.

Cansa mas vale à pena! Começamos o negócio em Dezembro, assinamos os papéis do financiamento em Janeiro e pegamos as chaves do apê só em Abril. Uma eternidade, mas ele era nosso e nada disso tinha importância. O casamento estava marcado para agosto e teríamos tempo de sobra para pintar, reformar e deixar ele com a nossa cara.

Lemrbo do dia que viemos pegar as chaves. Emoção total! O apartamento completamente vazio, maior do que parecia, e NOSSO! Encontramos os ex-donos dentro do apartamento. Ela nos deu uma pastinha super organizada com as notinhas fiscais dos metais (por causa da garantia), as instruções de limpeza do piso, dicas de como secar as roupas, um molho de chaves e um desejo super sincero de boa sorte. Eles desejaram que fossemos felizes aqui assim como tinham sido.

Na hora de sair para ir embora eles choraram. Sabiam que iam sentir falta daqui. Mas a vida é assim mesmo – coisas boas ficam para trás e coisas ainda melhores vêm pela frente.

E aquele era o nosso melhor momento até então. Era o nosso apartamento, a nossa casinha e o começo da nossa vida. Ficamos no apartamento por 1 hora, mais ou menos, contemplando o que tínhamos alcançado.

It was a Good Good night! 🙂

Casar e preparar um casamento te consome de infinitas maneiras nos meses que antecedem o grande dia. Reformar e mobiliar um apartamento, junto com toda a correria do casamento, contribui ainda mais pros altos níveis de insanidade pré-casamentística. Fato é que chega uma hora em que você mistura tudo isso com ansiedade para o seu grande dia, e as coisas começam a acontecer.

Eu fui carinhosamente apelidada pelo maridão de Bridezilla. Ele não ganhou apelido, mas ficou bem “Groomzilla” também.

Eu, ao contrário de 99% das noivas que eu conheço, comecei a comer mais. Dizem que você emagrece, porque esquece de comer, porque tem mil coisas pra resolver e acaba sempre resolvendo no horário do almoço ou à noite que emagrece. Balela! Quanto mais nervosa e ansiosa eu ficava, eu comia…Não engordei, veja bem, mas eu comi em todas as refeições e tudo que tive vontade. (O que me engordou mesmo foi a Lua-de-Mel. 🙂 )

O maridão por sua vez tem uma válvula interna de escape – o que não é tão legal assim: as benditas pedras nos rins que, segundo o médico, nestas ocasiões são 100% emocionais. Nossa reforma foi tocada todinha por ele, somada a mais um monte de coisas que ele me ajudou a resolver da festa, as pedrinhas brotavam no rim dele. Quem já teve pedra no rim sabe o quanto dói. Ele fez implosão e não funcionou. Fez uma cirurgia para remoção das pedras e inseriu um Duplo J (não me pergunte o que é, só sei que doi muuuuuuuito) e depois de 10 dias elas já estavam lá de novo.

Ficamos com medo e preocupados de acontecer alguma coisa e  revisamos o seguro saúde da Lua-de-Mel seguindo o conselho do médico do maridão. Não adiantava muita coisa: pedra nos rins é doença pré-existente e o seguro não cobre. Se acontecesse algo, teríamos que pagar por fora. Ficamos mais assustamos, mas chegamos à conclusão de que era melhor desencanar. Se a gente não se preocupasse ia dar tudo certo no final.

E foi o que aconteceu. O vestido da noiva entrou direitinho e o rim do maridão se comportou bravamente na lua-de-mel. Não tem jeito: a ansiedade vem de qualquer maneira, você só precisa aprender a conviver bem com ela! 😉

Durante toda a minha infância eu sempre babei em uma geladeira antigona que minha avó tinha em casa. Um dia vi em uma revista de decoração uma parecida super bonita e reformada no meio de uma sala.

Naquele momento uma luzinha se acendeu na minha cabeça e não pensei duas vezes. Liguei pra vovó: “Vó, sabe a sua geladeira antiga? No dia em que ela parar e funcionar você dá ela de presente pra mim?”

Ela é de 1900 e cinquenta e pouco e era da minha bisavó Emília. Foi a primeira geladeira da família e ficava no sítio da família no interior de SP. Originalmente azul calcinha, ao longo dos anos ela ganhou camadas e camadas de latex branco. O estado dela não era tão bom assim e eu achei que ela pararia de funcionar bem antes do meu casamento.

Pois bem. Apartamento comprado, data do casamento marcada, reforma em andamento e a geladeira nunca parou de funcionar.

Até que um dia juntei toda a cara de pau possível e liguei pra vovó de novo: “Vó…Sabe o que é? Sabe aquela minha idéia de ganhar a sua geladeira? Então…Estamos começando a reforma do apartamento e se a gente for tê-la no meio da sala, precisamos mandar pra reforma. Ela já parou de funcionar?” Obviamente a resposta foi negativa mas tive o aval da vovó para ir buscar a geladeira no sítio.

Pegamos uma Saveiro emprestada e fomos pro Interior. Tirar a geladeira do lugar foi um parto. Porque assim como ela é grande, ela é pesada. Mas com a ajuda do meu avô, um sobrinho e um irmão dele, mais eu e o Maridão conseguimos colocá-la na saveiro.

A viagem para SP foi tensa, mas tensão maior ainda foi eu e o maridão termos que tirar ela sozinhos do carro na garagem de casa. Parecia impossível mas a gente conseguiu.

Achei um lugar super bacana, especializado em reforma de geladeiras antigas, que foi em casa fazer um orçamento. Quando o cara chegou babou… Os vizinhos passavam pela garagem de casa, paravam e tocavam a campainha, perguntando se a geladeira seria doada ou se estaria à venda. “Não não não. Ela é minha!!!”

Depois de 3 meses de trabalho duro, recebemos nossa geladeira de volta (já no apartamento reformado). Ela voltou novinha em folha: pintura automotiva, ferrugens consertadas, todas as ferragens recuperadas e novinha em folha. Até o motor funcionaria se a gente quisesse.

Verdade que ela foi um elefante “preto” no nosso projeto independente de decoração, mas dá orgulho de entrar em casa todo dia e ver o meu xodó na sala, novinha em folha.

Quem sou eu?


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