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Sabe… Quando eu decidi casar, eu não queria casar na Igreja não, quem decidiu esta parte foi o maridão. Ele diz que queria me ver entrando na Igreja e eu topei. Mal sabíamos que seria mais “barato” e “fácil” casar no salão, mas isso é um post à parte…

Decidimos que mês queríamos casar e fomos atrás da Igreja – o contrário de muita gente que marca o dia de acordo com a disponibilidade da Igreja (sendo ela famosa ou não). Procuramos várias, pesquisamos o que podia e o que não podia, mas no fim das contas escolhemos (leia-se escolhi) por um simples motivo: não ter santos, imagens e nenhum rococó.

Eu acho lindo uma Igreja toda “ornamentada” e rústica, mas não é a minha cara e o meu estilo (dá para perceber pelo meu vestido de noiva, né?). Queria uma coisa clean, arejada e que coubesse todo mundo que tínhamos pra convidar. E não tive dúvidas na hora de escolher a Cruz Torta.

Minha Cunha Thá tinha casado lá e a Igreja já tinha passado no primeiro e mais importante teste: caber muita gente (muita gente mesmo). Ela não tinha nada de imagens e era clean e arejada. Bingo! Ainda tinha todos os horários disponíveis em um sábado de agosto pra gente escolher o que a gente queria! Just Perfect!

O que mais me encantou de todas as vezes que eu fui lá, é que a Cruz Torta não tinha um Cristo pregado na cruz. Era uma cruz de madeira linda de morrer, com uma “escultura” de arames, simbolizando o Cristo. Adorei! Clean e a minha cara!

Marcamos a data e começamos a correria pré-casamento.

Uma das etapas da correria pré-casamento é você ir assistir uns casamentos na Igreja que você escolheu. Ver os padres (caso você queira levar o seu, como foi o nosso caso), ver como são as cerimônias, prestar atenção nas músicas e corais, ver decoração, etc. E eu e o maridão passamos por isso também.

Era um calmo final de semana de Julho e nosso programa do Sàbado à noite era ir assistir casamentos. Juro que deviam ter mais uns 8 casais fazendo exatamente a mesma coisa.

Eis que, ao chegar na Igreja, eu tenho um baque!!! Lembra da Cruz que falei mais pra cima? Linda, simples e clean? Ela tinha sido trocada por um ANJO!!! Sim. Um Anjo. Para piorar, o anjo tinha uma bola de luzes pendurada no pé.

Juro que foi choque e desespero à primeira vista.

Eu não sabia o que fazer. Eu, e as outras noivas que se juntaram a mim no meu Big Day, conversamos com o decorador da Igreja. Ele disse que todos estavam reclamando do anjo mas que não sabia o que iria acontecer…

Eis que o dia do casamento chegou. Eu estava nervosa com tudo o que ele representava, mas desesperada para saber se aquele anjo continuava lá ou não. No meio do caminho para a Igreja me lembrei dele de novo e fiquei apavorada. Mas comecei a me conformar, já que eu não podia fazer nada à respeito.

Chegamos na Igreja, saltei do carro, tive problemas com a Lady Murphy e o meu vestido, fiquei pronta, agarrei o buquê e vamos lá! É hora de casar.

O Coral está cantando, a música sobre e fica mais alta e a sua hora chega. E quando a porta abre, tudo que você consegue pensar é: “Ufa! Trocaram a Cruz.” Ahahahaha

Brincadeiras à parte, olhei pro maridão, me emocionei (mas não chorei), meu coração se encheu de alegria e a segunda coisa que eu fiz foi checar a Cruz. 😀

Eu não gosto de futebol e ponto. Não entendo as regras, não entendo os 22 homenzinhos correndo de um lado pro outro e não vejo muita graça.

Em época de Copa do Mundo posso dizer que estou meio ferrada, né? Ainda assim, visto a camisa e participo da bagunça, mas sempre prestando pouca atenção no jogo. Não convém aqui falar que eu torcia para o time do Ronalducho, porque eu não torcia…só falava que era Corinthiana.

Mas enfim…Este post é pra falar do dia em que eu “virei” Santista. O Santos é um puta time (Pelé, Robinho, Diego, Neymar, Futebol, Brasil, Zuma, etc…) e é o time do maridão. Como ele sabe da minha aversão futebolística, há uns 3 anos atrás eu ganhei um presente de aniversário bem convincete e vira-camisa: uma camisa oficial do Santos (baby look, of course), um almoço à beira do mar em Santos, uma entrada para o museu do Santos e, obviamente, uma partida no estádio.

Saímos de SP, comemos um belo bacalhau e uma paella num restaurante recomendado por uma super amiga-madrinha santista (da cidade, não do time) e fomos para o museu. Vimos toda a história do time, camisas usadas pelo Pelé, jogadores, títulos, etc e depois a partida contra o time X que eu não lembro qual era. Não lembro nem se o Santos ganhou ou pedeu, mas como o meu sonho sempre tinha sido ir em estádio, o dia foi bem feliz porque o sonho se realizou. E eu, automaticamente, virei a camisa.

Foi uma experiência única e bem divertida. Acho que foi a única vez na vida que realmente torci e gostei de ver um jogo de futebol.

Virei a camisa porque, se eu estava apaixonada e gostava daquele “mocinho”, eu tinha que me converter. O Santos passaria a reger o humor do namoro em alguns dias, o clima de ansiedade em vésperas de final, os domingões com visita em casa pra assitir o peixe e tudo mais. Só cabe a mim entender, participar e torcer (um tiquinho só).

Nesta época ele está bem odiado pelos “concorrentes”, né? Nesse fervor Santista, já narrei jogo do Santos no MSN pro maridão enquanto ele trabalhava, já ajudei a pendurar camisa autografada do Pelé na parede, já esperei horas e horas o maridão discutindo o Santos no telefone com o Sogro, já montei um esquema pra ir comprar ingresso da final para o maridão. E hoje estou aqui, aflita com esta final, esperando o jogo acabar, e o Santos vencer, e o maridão chegar em casa feliz e campeão!!!!!

PS: não gosto mesmo de futebol, mas passei mal nestes últimos 10 minutos do jogo.

Quem sou eu?


aventurasdecasada@gmail.com

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